Pedir a um fora cara

Como pedir um cara para fora para uma data ou jantar? Você pode sentir medo, intimidados, ou tímido sobre pedir um cara para fora. No entanto, não há necessidade de se preocupar, um monte de meninas fazê-lo! Porque eles geralmente lidar com o problema de datas de início e perseguindo meninas. 10 maneiras bonitos de pedir um cara. 0 2 0. Read Later Share. ... Na mesma nota, acho que é hora de sermos criativos também. É hora de pensarmos fora da caixa e convidá-lo para sair de uma maneira bonita, memorável e às vezes extravagante. ... Aqui estão 10 maneiras fofas de convidar um cara para sair ... Envie-lhe uma nota. Como pedir corretamente o perdão . Se uma menina é culpada de uma disputa, então ela definitivamente deve dar o primeiro passo para uma reconciliação com um cara. Afinal, muitos homens simplesmente não assumirão a responsabilidade pelo delito de um amante, o que levará a uma conclusão lógica. Como dar um fora de maneira educada. A primeira coisa que você precisa saber sobre como dar um fora é que você vai ter que fazer isso o quanto antes, pois assim o cara já desencana o mais rápido possível, muitas mulheres ficam enrolando e a situação só piora. Pior do que tomar um fora na cara é tomar um fora na frente de outras pessoas. Evite chegar nela se estiver com muitas amigas, tenha paciência e espere o momento certo. 4. Perguntas instigantes. Depois que conseguir a aproximação é importante dar sequência de uma maneira que contribua para o prolongamento da conversa. Como Dar um Fora em um Rapaz Gentilmente. É normal se sentir desconfortável na hora de dizer a um garoto que não tem interesse nele, mesmo que mal se conheçam ou já tenham saído duas ou três vezes. Nunca é divertido machucar os sentimentos...

Manual do Brocador ( ou lambusador)

2020.09.21 14:40 amapaense Manual do Brocador ( ou lambusador)

Texto original no sex e tradução do sexualidade:
Isso vai ser demorado. Não existe uma versão curta para isso. Você precisa ler tudo e depois ler tudo de novo. Leia uma terceira vez também.
Primeiro: o homenzinho no barco (clitóris), ele está lá em cima. Você precisa saber disso. Para quase todas as mulheres, um ingrediente chave para o sexo, oral ou preliminares, é a construção; antecipação; provocação. Se há uma coisa que aprendi sobre sexo com mulheres, é isto: todas elas gostam de ser comidas e fodidas, mas você precisa fazer com que implorem por isso. Basicamente, a ideia é deixar uma mulher com tanto tesão que transar com ela seja a parte mais fácil.
Veja como ...
Como a maioria das coisas na vida, você não pode apressar nada. Se o fizer, * cometerá * erros ou esquecerá coisas. Sexo, oral ou preliminares, não é nada diferente. Não se pode simplesmente enfiar o pau na virilha de uma mulher e começar a fazer isso. As mulheres precisam ser beijadas, provocadas, chupadas e lambidas em outras partes do corpo antes de você descer em cima delas, e * você precisa levar um tempo fazendo isso. *
Quando você tem tempo disponível, sexo não é algo com que você deva apressar de forma alguma. A menos que você esteja fazendo uma rapidinha, tudo bem, porém, esse não é o motivo deste post.
Eu não posso te dizer como fazer sua namorada desmaiar fora do quarto, isso é com você. De agora em diante, suponho que você tenha feito um bom trabalho em um encontro, ou o que seja, e esteja cara a cara com ela no quarto.
Comece beijando ela, você sabe como ela gosta; beije-a suavemente, com paixão, ou beije-a como se ela fosse a última mulher na terra, se é disso que ela gosta. Novamente, tome seu tempo aqui. Você não está com pressa alguma.
Vire a cabeça dela e comece a beijá-la atrás da orelha. Lamba levemente, usando a ponta da língua, depois chupe um pouco nessa área. ou talvez até morda suavemente. Comece a se mover para o pescoço dela e lambendo, chupando, beijando e mordendo levemente enquanto você a leva de volta para a cama.
Enquanto faz isso, coloque suavemente as mãos sob a blusa dela e comece a levantá-la, mas mascare que está fazendo isso agarrando-a pelos quadris, cintura e barriga; abrindo bem as mãos e agarrando com firmeza o máximo possível. Fazer isso deve fazer você se sentir forte e assertivo com ela, como você * a * deseja. Continue tirando a blusa, mas * não * o sutiã.
** Nota lateral: ** dependendo da posição em que você se encontrar ao tirar a camisa de uma mulher, se você estiver atrás dela, não tenha medo de beijá-la de volta. As costas e a nuca de uma mulher podem ser uma zona erógena ENORME. Isso sem dúvida a excitará.
Beije-a nos lábios novamente, abrindo caminho para o pescoço, descendo para o peito e no decote. O tempo todo agarrando seus quadris e área da cintura para que ela saiba que você está no controle e tem isso. Segure a parte de trás dela, solte o sutiã e tire-o.
Não importa o quanto você queira, não vá direto para os mamilos. ** EU REPITO: ** ** NÃO FAÇA UM BEELINE PARA OS MAMILOS. ** Você não deve tocá-los até que eu diga a você.
** Nota lateral: ** não se preocupe em pedir ajuda aqui se você não tiver muita experiência nisso. Claro, você ficará muito bem se fizer isso com uma mão e não precisar pedir. No entanto, não é grande coisa se você não puder. Eu fiz sexo, literalmente, milhares de vezes e aqueles filhos da puta ainda me pegam de vez em quando. Faça uma piada se estiver desconfortável. As mulheres adoram rir e fazê-las rir durante o sexo não é diferente. Isso as deixará à vontade.
Nesse ponto, ela ainda está de calça / saia e salto / sapato. Você deve estar completamente vestido. Lembre-se, * você não está com pressa. *
Deite-a na cama e fique em cima dela; quase como se você estivesse montando nela. Incline-se e comece a beijá-la nos lábios novamente. Agora, * O MAIS LENTAMENTE QUE FOR HUMANAMENTE POSSÍVEL, * desça até o pescoço e lentamente até o peito (NÃO os seios).
Novamente, você não pode tocar seus mamilos ainda. Esses pequenos filhos da puta são sensíveis e * PODE * doer.
Comece a beijar na parte externa de um de seus seios enquanto segura a parte de baixo usando o dedo indicador e o polegar com a mão apropriada. Essa área externa pode ser outra grande zona erógena em uma mulher. Então, beije, chupe e dê uma mordidinha (bem de leve no começo) apenas na área externa (não dentro da aréola, ainda, e definitivamente não no mamilo).
** Nota lateral: ** algumas mulheres gostam de ser mordidas com muita força e outras não. Você precisará ler a reação dela por meio de seus gemidos, dizendo "ai" ou olhando para o rosto dela. E mesmo que elas gostem de ser mordidas, você precisa trabalhar para chegar a mordidas fortes. Caso contrário, vai doer pra caralho.
Abra caminho até a parte inferior do seio. Em muitas mulheres com quem estive, esta área está cheia de terminações nervosas e você vai enlouquecer ela. Lambê-lo, beijá-lo chupando. Enquanto faz isso, você pode agarrar progressivamente o seio dela com mais firmeza em sua mão. Passe para o seio oposto e faça a mesma coisa desde o início. Lembre-se, você está indo com calma durante tudo isso.
Nesse ponto, ela deve estar praticamente implorando para que você coloque os mamilos na boca. E ela está certa, é hora de você fazer isso. Comece passando seus lábios por eles. Em seguida, segure levemente um mamilo com os lábios. Comece a chupar suavemente, sugando cada vez mais forte. Mordisque um pouco também, MAS NÃO COM FORÇA. Os seios são uma área extremamente sensível. Se bem feito, você pode deixá-la louca. Se não, você pode machucá-la.
Não sei o quão experiente você ou sua namorada são, mas enquanto você está fazendo isso, ela pode implorar para você transar com ela em algum momento. NÃO. Se sua namorada atual não o faz agora, por inexperiência, certamente o fará mais tarde. Quando ela o fizer, ou outra mulher, não ceda aos seus pedidos. Você está indo no seu tempo.
Depois de se divertir com os seios dela, ** SEMPRE. ** ** DEVAGAR. ** ** PORRA, ** beije sua barriga. Quando você chegar à linha da cintura, beije sua barriga ao longo da borda da saia / calça. Ela ainda está de sapatos; é hora de tirá-los. Comece a tirar a saia / calça dela. Enquanto você puxa para baixo, beije nas coxas e na parte interna das coxas (AS COXAS INTERNAS SÃO UMA ZONA EROGÊNEA ENORME). Saia da cama ou afaste-se um pouco para retirá-la completamente. Quando você estiver se aproximando dela novamente, beije * de novo * as pernas dela, voltando as atenções para a calcinha.
Quando você estiver de volta na posição de quatro, e ela estiver deitada de costas, comece a beijar a linha do biquíni. Esta é a área na borda de sua calcinha. Mais uma vez, muito lenta e apaixonadamente beije, chupe, lamba e mordisque essas áreas; eles são altamente sensíveis. Você também pode beijar os lábios externos da vagina * sobre * a calcinha. Os lábios externos também são uma área sensível, ela vai se sentir bem.
*SEMPRE. DEVAGAR. PORRA. * tire a calcinha. Enquanto faz isso, beije cada vez mais embaixo conforme mais pele é revelada. Afaste-se, tire completamente a calcinha.
Lembre-se, você ainda está vestido aqui. Sr. Suave, tomando seu tempo e essa garota já está toda molhada.
Assuma a posição novamente de quatro, ou de bruços, se for mais confortável, e comece a beijar na parte interna das coxas, sobre os lábios externos e na linha exposta do biquíni. Depois de fazer isso, você está pronto para trabalhar.
** SE VOCÊ PULOU ALGUMA PARTE, É MELHOR COMEÇAR A PRESTAR ATENÇÃO AGORA. **
Aqui está uma imagem de uma vagina se você não viu uma: vagina.
Quando você ficar cara a cara com uma vagina, ela vai parecer uma bagunça bagunçada e nada como a foto aqui. Os grandes lábios (lábios externos) vão esconder quase tudo.
Pense no clitóris como a cabeça do seu pênis. Você sabe como você não gosta que esfreguem os dentes no seu pênis quando está fazendo sexo oral? É a mesma coisa com um clitóris, mas veja só: um clitóris tem mais terminações nervosas do que um pênis. Você sabe o que isso significa? É EXTRA SENSÍVEL PRA CARALHO.
Então, você precisa começar lambendo-o suavemente. Tipo, mal faça contato com as primeiras pinceladas de sua língua. Isso não só é necessário, no começo, mas vai fazer com que ela * queira * mais. Então, você pode começar a empurrar os lábios externos (grandes lábios) com a língua, passar para os lábios internos (pequenos lábios) e o clitóris. Mantenha-o macio por um tempo, fazendo movimentos suaves com a língua (lambendo, puxando levemente a língua de volta para a boca para trazê-la de volta à posição inicial para lamber novamente), vai ser incrível para ela. Você não quer sobrecarregá-la indo muito forte no começo. Eu prometo a você, quando ela quiser com mais força, ela vai puxar sua cabeça para mais perto, ou dizer mais forte.
Você precisa saber disso: embora o clitóris receba todos os elogios, * não * é o único brinquedo na cidade. Os pequenos lábios e grandes lábios são super sensíveis também, porra. Você não pode simplesmente continuar lambendo, lambendo, lambendo seu clitóris e esperar que ela goze. Lembre-se, é sensível e pode incomodar um pouco. Dê uma pausa no clitóris e preste atenção em seus lábios lambendo e chupando-os e lambendo-os enquanto você os chupa. Você também pode dar uma pausa no clitóris chupando e mordendo a parte interna das coxas.
Uma das principais chaves para rebaixar qualquer mulher é prestar atenção em como ela reage ao que você está fazendo. Acredite em mim quando digo que cada mulher é diferente. Leia as respostas dela, você saberá o que funciona e o que não funciona.
Cheguei ao limite de texto, leia minha resposta a este comentário.
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2020.09.20 14:53 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

Olá amigos. No post anterior introduzi levemente o espírito desta série, e este é o primeiro capítulo "a sério" da série. Este capítulo versa sobre o processo de preparação para a mudança e o "primeiro embate" da chegada ao novo país; que assuntos tive que tratar imediatamente antes de me mudar, assim como assim que cheguei. Como tenho dito, esta experiência é pessoal, e é importante que entendam que não se aplicará certamente a todos. Riam-se, chorem, e deixem os vossos pensamentos na caixinha em baixo.
Ao longo do texto vão ver uns números entre parênteses rectos ([XXXX]). Isto são referências que estão por extenso perto do fim do post, na secção apropriadamente denominada "Referências".

Take-Aways Principais

Eu gosto de ter uns bullet points com as ideias principais que se devem reter de cada capítulo, uma espécie de "se não leres mais nada, lê isto" do capítulo. Os deste capítulo rezam assim:
Os detalhes estão no texto por aí abaixo.

A odisseia do trabalho científico em Portugal

Já alguma vez tiveram aquele sonho em que querem gritar e não conseguem? Aquela sensação quase infantil de impotência, do pavor da inacção e do pasmo em relação ao que quer que seja que se está a desenrolar à nossa frente? Ou aquele em que querem esmurrar alguém mas não acontece nada? A sensação de impotência é, pessoalmente, das piores que podemos ter; a de querermos fazer alguma coisa, acharmos que sabemos o que fazer e não conseguirmos.
Trabalhar no tecido académico e de micro-empresas português (vulgo technology transfer) é um bocadinho assim. Por mais que um gajo se esforce, é muito difícil escapar à subsidio-dependência, à chico-espertice, à mediocridade, à inexperiência, à falta de processo e, acima de tudo, à falta de recursos. Por bom que seja o sonho, por interessante que seja o projecto, por positivo que seja o ambiente de trabalho, por porreiros que sejam os colegas, há uma sensação latente de "isto não vai dar para construir uma carreira". Isto torna-se particularmente agudo quando se trabalha numa área de tecnologia de ponta, para a qual inevitavelmente o mercado português está pouco desenvolvido. Não havendo mercado, a empresa vira papa-projectos e passa a viver de fundos comunitários, QRENs, COMPETEs, H2020s e coisas que tal. O tempo que se devia gastar em desenvolvimento é gasto a tentar convencer revisores de projectos a darem-nos mais uma esmola, e todos os projectos são uma corrida ao fundo: como é que conseguimos fazer esta omelete bonita com muito poucos ovos? Será que precisamos mesmo de duas pessoas para fazer isto, não dará só uma? Certamente o equipamento X também dá para este projecto.
Um aspecto particularmente doloroso neste ambiente é a altíssima rotatividade dos colegas. Quando se trabalha nestas condições tende-se a depender de recursos precários: bolseiros de investigação, estágios IEFP, estágios profissionais, estágios académicos, e por aí fora. Isto torna imediatamente impossível treinar alguém para fazer alguma coisa de jeito, e dei por mim a ensinar 3 ou 4 pessoas a fazer a mesma coisa em ocasiões diferentes ao longo dos anos. Nunca ninguém fica e toda a gente parte para outra, seja porque a empresa não lhes pode pagar, ou porque são incompetentes demais para nos darmos ao trabalho de lhes tentar arranjar financiamento. As caras e os nomes confundem-se numa espécie de groundhog day tecnológico em que cada ano que passa temos as mesmas conversas. Um tipo que vá ficando, ora porque é bom ou porque é teimoso, vai dando por si a avançar na idade ao mesmo tempo que os colegas não. A certo ponto, todos os meus colegas eram pelo menos uns 4 ou 5 anos mais novos que eu; ora se até eu quase nem tinha barba (hipérbole), então eles estavam mais verdes que as bananas da Costa Rica quando chegam ao Continente.
Quando me perguntam porque é que os portugueses têm tendência a se dar bem lá fora, aponto-os sempre para as condições em que somos habituados a fazer trabalho world-class. As publicações a que submetemos artigos não querem saber das nossas dificuldades; querem papers de qualidade. As agências de financiamento não querem saber de rotatividade, querem saber de know-how, track record e orçamentos. O trabalho que temos que entregar para sobreviver tem que ser de topo, ao mesmo tempo que as condições são de fundo. Pega-se num tipo habituado a isto, senta-lo numa cadeira de 300€, dá-se-lhe 3 monitores e um portátil que dava para comprar um carro, e é natural que o desempenho seja incrível.
Eu não me considero um perfeccionista (e acho que quem se considera perfeccionista pensa demais de si próprio) mas procuro estar numa constante curva ascendente no que toca à qualidade do meu trabalho. Umas vezes a curva é mais inclinada, outras vezes é menos inclinada, mas a cada dia estar um bocadinho melhor que no dia anterior. Aliás, quem me conhece sabe que esse é um traço que aplico em quase tudo: no trabalho, na vida, no desporto, etc. Antes de me mudar sentia que tinha batido no tecto da qualidade do que podia entregar. O meu esforço era máximo e o factor limitador da qualidade da entrega era a forma como o trabalho que eu tinha para fazer era entregue. Não havia tempo suficiente para inovação, era preciso planear de forma irrealista (e entregar de forma irrealista) para se conseguir fazer o malabarismo de todos os projectos. A constante mudança de contexto comia horas todos os dias.
A ética de trabalho portuguesa é, geralmente, horrível. Se eu trabalhei as minhas 8h, entreguei o que tinha para entregar e não tenho horário de trabalho, então vou sair às 16h. Ou chegar às 10h. Geralmente, fazer menos que 9-19 é mal visto, e eu fui sempre muito vocal (se calhar de forma prejudicial para mim próprio) acerca do quão estúpido isso me parece. Cheguei a ouvir algo semelhante a "tu és daqueles gajos que vão de férias desaparecem do mapa". Não é esse o objectivo das férias?

Um dia destes decidi mudar-me para o UK

Então um dia desatei a mandar CVs por esse mundo fora, a ver o que colava. Inevitavelmente, apareceram-me várias ofertas interessantes, a melhor das quais no UK. Contas feitas, a oferta praticamente multiplicou o meu salário bruto por 5 (talvez um bocadinho mais), empurrando-me de um salário mediano em Portugal para um salário bastante acima da média no UK. Esta é daquelas particularidades a que me refiro quando digo que a minha experiência é extremamente pessoal: eu tive a sorte de gostar e ter talento para trabalhar nesta área, e a dupla sorte de ser uma área em que simultaneamente há muita oferta e pouca procura de trabalho. Meio ao calhas cultivei um skillset muito valioso, ou que consegui vender bem. Infelizmente, para manter esta conta dissociada da minha identidade não vos posso especificar qual é; somos poucos, tornava-se muito fácil encontrar-me pelas publicações.
Curiosamente, está agora (à data da escrita) a fazer um ano que me decidi mudar. Nessa altura, a maior preocupação de quem se mudava para o UK era o Brexit, mas houve uma série de factores que me acalmaram:
Acerca deste último: ser estrangeiro no UK ou ser em qualquer outra parte é, para mim, semelhante. Então, se o Brexit por alguma razão resultasse numa perseguição aos estrangeiros, ou numa forte desvalorização da libra, etc, a minha situação ainda assim seria melhor que antes. Teria um CV mais rico, experiência adicional na indústria, e dinheiro no banco, tudo factores que facilitariam a mudança para um país terceiro.
Portanto com os factores políticos resolvidos por ora, e com a família a apoiar, lá me decidi.
Lá vim eu.

Preparação

A preparação para a mudança dividiu-se em:
Para benefício máximo meu e das duas empresas envolvidas, decidi reservar apenas umas 3 semanas sem trabalhar para tratar de tudo. Arrependi-me profundamente: devia ter fodido uma das empresas (a velha, potencialmente) e tido mais tempo para mim e para os meus. Naturalmente, houve muito que pude fazer enquanto trabalhava, como tratar da documentação. A logística foi um pesadelo; tive que esvaziar o apartamento em 2 dias e encontrar forma de arrumar tudo o que tinha na minha casa de família. Uma boa parte ficou por fazer pois queria passar tempo com a família em vez de arrumar merda. Tive que denunciar o contrato de arrendamento, da energia, da água e das telecomunicações. Obviamente, a Vodafone foi a mais merdosa no meio disto tudo, primeiro porque queriam que pagasse a fidelização (tive que demonstrar que vinha para o estrangeiro), e depois porque queriam cobrar o equipamento apesar de o ter entregue a horas e em boas condições. Típica escumalhice de telecom portuguesa, nada de novo.
A preparação legal foi mais cuidada. Para referência, a documentação que preparei foi:
Também nomeei (por procuração) um representante legal em Portugal. Inicialmente pareceu-me overkill, e apenas o recomendaria se tiverem alguém que seja de muita, muita confiança. Mas para mim tem sido muito útil, pois essa pessoa pode-me substituir em qualquer todos os compromissos, requerer a emissão de documentação em meu nome, transaccionar os meus bens (tipo vender o carro velho) e negociar em meu nome com as telecoms quando se armam em parvas (ver Vodafone acima). A pessoa que ficou com esta responsabilidade é da minha absoluta confiança, mas mesmo assim é um compromisso que deve ser mantido debaixo de olho e apenas pelo tempo necessário.
Às tantas perguntei-me "sua besta, já pensaste em quanto dinheiro vais gastar?" Bom, através de uma combinação de salário baixo e escolhas financeiras pouco saudáveis (que reconheço mas não quero detalhar), as minhas poupanças resumiam-se a uns míseros 2000€. Amigos, 2000€ não é dinheiro nenhum. Precisava de mais. Pelas minhas contas, e porque não vinha sozinho, precisaria de cerca de 15000€ para fazer isto com algum descanso, ainda que não conforto.
Lembram-se de quando tivemos uma crise "once in a lifetime" em 2008? Aquela da qual vamos ter saudades agora em 2021? Essa mesmo. Uma consequência engraçada dessa crise foi que as pessoas se habituaram a fazer crédito ao consumo, e os bancos habituaram-se a emprestar dinheiro como quem dá cá aquela palha, já que o Estado depois os resgata e ninguém vai preso. Como sempre trabalhei, paguei os meus impostos e nunca tive dívidas, pude pedir um crédito pessoal para pagar a mudança inicial. 15k no banco, check.
Obviamente não o gastei todo, e a empresa para onde fui trabalhar devolveu-me uma esmagadora parte do que gastei através de um fundo de "relocation expenses". A empresa pagou (mas eu tive que adiantar):
Em cima disso, paguei eu:
Admito que fiz algumas escolhas controversas, e houve muito dinheiro perdido em conversão de moeda. Podia ter ficado fora da cidade enquanto procurava apartamento, podia ter comprado mobília mais barata, podia ter dormido no chão, podia ter comprado malas mais baratas, podia ter andado de comboio em vez de alugar carros quando precisei. Mudei-me de uma forma que considero "medianamente confortável": não o fiz luxuosamente, mas dei-me ao luxo de trazer a Maria, de não ter que partilhar casa e de evitar largamente transportes públicos. Com o dinheiro que a empresa me devolveu constituí um fundo de emergência. Não liquidei logo a dívida porque entendo que é mais importante ter um fundo de emergência do que estar debt-free (mais sobre isso daqui a um post ou dois).
São escolhas. Emigrar é caro, amigos. Conheço quem o tenha feito com 200€ no bolso, mas não é confortável e não quero isso para mim.
Praticamente foi tudo pago através do Revolut. Criei uma conta pouco antes de vir, comprei o premium para não ter limites de conversões, e usei. Inclusivamente recebi lá o primeiro salário enquanto não criei a conta no banco.
A preparação emocional foi a menos complicada. O meu núcleo duro é relativamente pequeno, e toda a gente estava preparada há muito tempo para que eu "fugisse"; era conhecido praticamente desde que tinha começado o PhD que a minha área não era viável em Portugal, e que estava revoltado com a ética de trabalho merdosa. Naturalmente a minha mãe não gostou da ideia, mas são coisas da vida. Ainda assim, um conselho: não se armem em fortes e não descuidem a preparação psicológica/emocional que é necessária para este tipo de viagem. Eu sei que pessoas diferentes têm níveis de resiliência diferentes, mas o português tem muito a mania de achar que é o maior; cuidado com isso. Além disso, não deixem que estas preparações vos tomem todo o tempo que têm; guardem tempo para estar com a família, para lazer, e para descansar. Eu deixei-me consumir um pouco e não foi bom.

Como não ser sem-abrigo

Aterrei em meados de Setembro num dia nublado com duas malas de 30kg, uma mochila para mim e outra para a Maria, e a convicta certeza de que me estava a foder. Tinha cerca de 2.5 semanas até começar a trabalhar, e até lá a missão era só uma: encontrar um apartamento. Há muito para dizer acerca da habitação no UK, vou escrever um post só para isso e por isso aqui vou focar apenas na experiência do recém-chegado.
Eu decidi que não estava disposto a arrendar pelo privado; iria sempre através de uma agência imobiliária. Como não tinha tanta familiaridade com o mercado nem com a legislação, achei que seria mais seguro ir por essa via mais cara e minimizar a possibilidade de ser ludibriado. Recomendo vivamente. Então comecei a encetar contactos por telefone para marcar visitas a apartamentos.
E aí bateu-me.
Eu não conseguia perceber nada do que estes caralhos diziam ao telefone. NADA. "Ahka hrask apfiasdafsd duja sudn" diziam eles, e eu "sorry, I have a really bad connection, could you repeat that?" e eles lá repetiam mais calmamente "G'mornin, how can I help you today?". Muita vez disse eu que tinha pouca rede, a ver se eles abrandavam um bocadinho. E funciona! Top tip: se estiverem a tentar perceber o que eles dizem por telefone, queixem-se da ligação; o serviço móvel no UK é tão mau que eles vão na conversa.
Agora, eu sei falar inglês, ok? Naveguei perfeitamente bem as entrevistas, tenho dúzias de publicações em inglês "impecável", e trabalho em inglês há anos e anos. O problema é o seguinte: falar inglês enquanto se trabalha e escrever coisas em inglês são ambos experiências muito diferentes da de tentar falar com um nativo com sotaque, que assume maneirismos e expressões que não conhecemos, sobre locais que não conhecemos e dentro de um sistema (de arrendamento) que não conhecemos, tudo isto por telefone e sem poder ler nos lábios nem ler expressões corporais.
Com algum desenrascanço tipicamente português fui enchendo os dias de visitas a apartamentos na zona. Num dos dias aluguei um carro para ir ver apartamentos numa cidade vizinha (onde até acabei por ficar), algo que recomendo vivamente. Durante essas semanas vimos facilmente uns 25 apartamentos, talvez mais. As primeiras impressões foram:
(Um aparte acerca da alcatifa: se tiverem uma casa toda alcatifada comprem um robot aspirador de qualidade e aspirem todos os dias, até mais do que uma vez. A vossa qualidade de vida vai aumentar 1000 vezes.)
Escolhido o apartamento, fizemos uma oferta/candidatura. Oferecemos o valor que o senhorio pedia e, já tendo falado com muitos agentes, ofereci-me para pagar o contrato inteiro de 6 meses no dia da entrada. O que se seguiu foi um processo que, para mim, era completamente estrangeiro: o de "referencing" do potencial arrendatário. Pediram-me as moradas anteriores até 3 anos e os contactos dos senhorios, assim como a minha morada de família permanente e (muitos) dados pessoais. Essa informação foi usada para verificar que eu não era um impostor, e para verificar que tinha o hábito de pagar a renda. Ligaram para a minha antiga senhoria portuguesa, uma senhora de 82 anos, a perguntar se eu pagava a renda. Por mero acaso ela fala inglês (foi investigadora) e soube-lhes dar resposta, mas achei a atitude absolutamente desnecessária. Lembro-me de me sentir ofendido; "mas estes filhos da puta acham que pagar 6 meses à cabeça não chega?"
Seguiu-se um contrato de arrendamento para uma Assured Shorthold Tenancy [1], que é a modalidade "normal" de arrendamento para habitação por aqui. O agente imobiliário tratou de toda a papelada, mas eu tirei um dia para ler todo o contrato e verificar se batia certo com o que conhecia da lei daqui, o que recomendo vivamente. Atenção que a partir de meados de 2019 as taxas cobradas pelos agentes imobiliários passaram a ser limitadas por lei [2], por isso se vos pedirem alguma taxa administrativa mandem-nos sugar no pénis mais próximo. Na altura disseram-me que o normal, antes dessa mudança, seria o arrendatário pagar uma taxa de 700 libras à imobiliária pelo serviço. Era matá-los.
Assinado o contrato, ficou fixada uma data para entrada no apartamento. O valor a pagar é esperado nesta altura, no momento imediatamente precedente à entrega das chaves, o que significa que é preciso ter esse dinheiro disponível num cartão aceite pela imobiliária. Obviamente que é possível pagar por transferência, mas isso pode atrasar a data de entrada, e eu estava a pagar hotel por isso tinha interesse em me despachar.
Este processo foi, para mim, extremamente stressante. Até ao momento em que temos a chave na mão, o nível de incerteza é altíssimo: vou precisar de estender a estadia no hotel? Vou ter dinheiro que chegue caso o senhorio recuse o arrendamento? Será que vou ter que procurar noutra zona? Será que vou conseguir fazer isso enquanto trabalho? Para mim, encontrar a primeira casa foi facilmente a parte enervante da mudança. Agora já tenho uma posição muito mais sólida: conheço a zona, conheço o mercado, tenho um pé de meia e transporte próprio. O início custa muito mais.

Burocracias adicionais a tratar no início

Além da casa, que era a minha primeira preocupação, há um outro conjunto de coisas que têm que ser tratadas quanto antes:

Referências

[1] https://england.shelter.org.uk/housing_advice/private_renting/assured_shorthold_tenancies_with_private_landlords [2] https://www.gov.uk/government/collections/tenant-fees-act [3] https://www.gov.uk/council-tax [4] https://www.gov.uk/tax-codes [5] https://www.gov.uk/income-tax/how-you-pay-income-tax

Capítulos Anteriores

O próximo capítulo deve ser mais sobre habitação ou sobre compramanter carro e conduzir. Depende de qual o capítulo que acabar por ficar pronto mais cedo. Às tantas calha ser outro qualquer ¯\_(ツ)_/¯
Se este post gerar uma resposta tão forte como os outros, é possível que eu não consiga responder a todos os comments. Se for esse o caso, peço desculpa; vou dar o meu melhor.
No outro post alguém (um mod?) colocou o flair "Conteúdo Original". Não encontrei esse por isso pus "discussão".
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
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2020.09.16 18:53 BolovoDePomba Dos motivos pelos quais eu sou um babaca e outras aventuras

Nossa história começa quando minha grandíssima amiga que divide casa comigo deu match com um pitoresco indivíduo.
__*****, dei match com um cara que é amigo do Ian no insta, aí ele começou a me seguir, e mano, ele basicamente curtiu TODAS as minhas fotos.
__ Quem é Ian?
__ O Inara, seu amigo.
Ian, ou Inara para os mais íntimos, fora um colega de trabalho que viria a se tornar um grande amigo meu, uma vez, nós até fechamos um contrato de catering juntos, mas eu digrido, perdão
__ Mas esse mano é cozinheiro?
__ nao, fotógrafo.
Início do monólogo interno
Esse FDP pode aliviar a constante pressão das demandas insaciáveis que essa doida tem por fotos, vou incentivar. Mas mano, o cara curtiu basicamente TUDO, quem faz isso ? Nunca mais vou precisar levantar pra tirar foto por alguns meses. Mas é errado, e se ele transar esquisito ? E se ele pedir pra ela enfiar uma barra de charge no cu dele? Ela gosta tanto de charge sabe... mas tmb, por outro lado, eu gosto tanto de ficar deitado.... Óh ceus, que escolha difícil.
Fim do monólogo interno

__******!, Oha que coincidência !!! nada de ruim pode vir disso sabe? deus colocou ele no seu caminho por um motivo, acho que vc devia dar pra ele!
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2020.09.16 07:28 Denin1x Diário de um negro no brasil

Depois de muito tempo, consegui um lugar pra desabafar, então está aqui o desabafo:
Eu, um menino negro, nascido numa cidade do interior. Como ( quase ) todas as crianças, era uma criança brincalhona, conversadeira, sorridente, isso até meus mais ou menos 6 anos de idade, quando eu me mudei pra outra cidade vizinha da cidade natal.
Minha mãe não era evangélica até essa mudança, alguns dias depois veio uma campanha evangelizadora aqui em casa e, resumindo, minha mãe se converteu. Eu tinha curiosidade de saber como era a igreja e pedi pra minha mãe me levar, fui, gostei, até aí tudo bem. Eu conheci alguns amigos ( que tenho contato até hoje ) e nós não prestávamos atenção no culto, pra mim era só um cara gritando e mulheres chorando e falando coisas sem sentido ( bom, eu não estava tão errado ).
Eu em todos lugares sempre fui/sou um "menino exemplar", eu era obediente até certo ponto, e bom eu realmente me sentia mal saindo da igreja, até pq eu era tímido, sempre contava de um até três pra me levantar e nem sempre eu conseguia me levantar no "três".
Um certo dia meu amigo saiu sem me avisar, eu fiquei sozinho na igreja, sem ninguém pra conversar, e como sempre que me ocorria isso eu ficava olhando pro pregador lá no pubito mesmo não entendendo bulhufas do que ele falava. Até que o meu amigo voltou pra me chamar, eu fiz a preparação psicólogica e fui até lá fora. Meu amigo estava com um grupinho de outra igreja que veio visitar a que eu fazia parte. Meu amigo era um pouco mais claro que eu e bom, ele foi me apresentar pra o grupinho, eles me olharam de baixo pra cima e sairam de perto, como se eu tivesse com lepra ou algo assim, foi simplesmente estranho, sensação estranha, o que eu tinha? Eu tava fedendo? Eu na verdade nunca entendi o pq disso mas bom, até hoje eu tenho uma certa aversão por grupinhos, me sinto desconfortável. Eu me olhava no espelho mas nunca de ficar reparando coisas, a partir daí eu reparava. Eu ouvia as conversas dos meus pais e eles falavam que tem pessoas que não gostam de gente com pele mais escura, minhas irmãs eram mais claras que eu, minha mãe também, só meu pai que era negro também, eu confesso que já culpei meu pai por isso, foi nesse tempo que a primeira crise existencial bateu:
— Eu não pedi pra nascer, muito menos nascer negro e feio. — Isso é culpa dos meus pais, não eram pra eles me fazerem, não era pra eu existir.
Esses eram meus pensamentos aos mais ou menos 8 anos de idade, como minha timidez era gigante tinha tempo pra pensar em tudo e ainda ficar sem o que pensar, nesse tempo eu não falava com ninguém da minha escola, só nos primeiros dois anos, que esses amigos da igreja estavam lá, quando eles mudaram de escola eu fiquei só, eu era o esquisitão da escola ( ou no mínimo da sala ), eu era tímido mas sempre disfarcei a timidez com aquela cara de badboy, nada descolado, parecia um psicopata.
Minha mãe é empregada doméstica, sempre foi, desde criança. Aos meus 9/10 anos de idade minha irmã mais velha ia mudar de turno, então não tinha ninguém pra me levar, então eu pedia a ela pra ir "sozinho", eu acompanhava as vizinhas daqui de perto. As vezes eu ia sozinho mesmo, e nessas vezes eu notava algo estranho, as mulheres da rua me olhavam esquisito, eu não sabia o porquê mas suspeitava que era minha cor, botei na cabeça que o mundo não gostava de mim pela minha cor, todos me odiavam, sem motivos, eu não pedi isso:
— se é assim eu vou fazer por onde, eles me odeiam, eu vou odiar todos.
A maior parte do tempo na escola eu ficava só, no intervalo eu rondava a escola pra todo canto, procurando algo pra passar o tempo, maior parte das vezes eu pulava o muro e ia pra um local onde tinha uma vista daora, mas eu tinha alguns conhecidos, eram os "zé droguinhas" ( hoje estão todos mortos ), não falava muito com eles mas as vezes rolava umas ideias, eu queria entrar nessa vida, meus pais e todo mundo falava que quem entrava terminava morto:
— Bingo!! Eu não vou me matar, então não vou pro inferno, quem vai me matar é outra pessoa.
Eu tentei arrumar alguma coisa sla uma droga mas o que consegui foi ser o "protegido" do bagulho, eles me consideravam, me diziam pra não entrar nisso pq n era coisa boa, depois de um tempo desisti.
Aos mais ou menos 11 anos de idade meu pai colocou internet em casa e comprou um PC, internet pra mim era algo de outro mundo nesse tempo, eu as vezes ia pra lan house ver vídeos de paródias do programa Chaves lá soltando uma porrada de palavrões e muita [email protected] ou jogar GTA, mas nada tao intimo. Foi pouco tempo depois que conheci o Minecraft, e comecei a interagir com o pessoal e pedir o Whats da galera, a partir daí vários grupinhos e amigos virtuais, tempo do webnamoro kkkkkkk, mas quando eu mostrava minha foto pra as garotas elas sumiam, eu também atrelava isso ao fato de ser negro e feio, mas teve uma vez que encontrei uma garota que gostava de mim mesmo assim, cara, ela era top, se não fosse a distância estaríamos juntos até hoje, mas isso fica pra outro post kkkkkkk, ela me ajudou muito a entender que nem todo mundo me odiava pela cor da minha pele. Mas ainda sim tinha uma hora, que foi justamente esse o motivo de eu estar escrevendo esse post.
Sempre que eu vou comprar algo em algum supermercado ou farmácia as pessoas me olham estranho, como se esperasse algo de mim do tipo, eu puxar algo saca? Eu me sinto MUITO desconfortável com isso, tenho total certeza de que se fossem meus amigos mais claros não estariam olhando pra eles assim, digo isso pq quando eu vou com eles tratam eles super de boa, mas comigo eu sinto algo estranho, é muito ruim essa sensação cara, pode ser qualquer um que vai assaltar, um branco, um negro, a garotinha boa pinta ali, o senhor todo bem vestido, mas eu sou o assaltante né, pq eu sou preto, então eu assalto, essa é a lógica?
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2020.09.15 03:47 Initial_Name85703 estou travando uma batalha interna cmg mesmo,

hi, tenho 17 anos e sinceramente eu não tenho mais forças pra continuar desse jeito.
meu teclado está horrivel mas tá ficando entalado e ...
desde cedo eu sempre fui uma criança muito tímida e em mais sensivel que as outras crianças, nunca fui de ter muitos amigos e eu realmente invejava todos que tinham muitos amigos, até amigos próximos q tinham muitos amigos antes de completar 14 anos minha mãe descobriu um cancer de mama, e pra ser bem sincero a vida vai desgastando com todo mundo, eu hj estou sem forças pra ajudar mimnha mãe, sou muito,muito apegado a ela mas eu senti muita saudade do que eu não vivi na minnha infancia, vontade de jogar bola. ter muitos amigos, sair pra beber cokm meus outros amigos adolescentes e com 15 anos eu arranje uma namorada que foi e [é bastante apoiada pelos meus pais (meu pai teve uma familia antes de nós e o filho mais velho dele é gay, isso sempre fragilizou o meu pai, apesar dele amar bastante ele) então era bastante incrivel, perdi minha virgindade com ela e vie e versa, mas na virada do ano de 2019 eu descobri q ela tinha me traido com outra pessoa, no desespero pra não ficar sozinho e voltar a ser eu mesmo, eu perdoiei, passando uns meses eu descobri outra, e outra, e outra que eu confirmei só recentemente, já trai ela, dps q eu descobri isso mas isso relamente não é pra mim,k enfim.
ela passava ferias inteiras cmg em casa e pela saude debilitada da minnha mãe ela sempre cuidou dela, bem mais que de mmim, no inicio de 2020 na virada do ano ela simplismente surtou e me fez passar um mico na frente dos meus familiares e eu passei por isso.
enfim, no inicio da quarentenaq ela veio passsar a quarentena cmg e foi muio bom, mas começou a ficar insuportavel a pessoa dela cmg, em uma noite nós estavamos conversando a luz das elestreas e ela perguntou sobre "se eu tinha vontade de fazer sexo a 3" disse que tinha curiosidade e tal mas foi isso,então ela passou semanas tentando convencer alguem a fazer isso conosco( ela é assumidamente bi) nunca liguei anto apesar da curiosidade, enfim cheou o dia 11 de julho era aniversario do meu avô em outra cidade e no´s fomos, chegando lá eu comecei a beber com os meus amigos e princicpalemnte o meu irmão, mas em um momento minha prima me chamou pra passsar batom nela pra nós irmos sozinhs pro quarto.
bom nesse ponto eu preciso voltar alguns anos pra contextualizar, eu namorava uma garota e ela era de outra cidade meu pai trabalhava fora então ele traza ela sempre q pode, não era um namoro assumido e era bem estranho mas nós estavams, mas minha namorada era muito próxima da minha prima, muito mesmo então eventualmente eu descobri q elas estavam ficando :)
ela namorava o primo da minha namorada ( game of thrones ) e um dia ela sumiu, e eu descobri q ela tinha traido o meu primo com outro cara, então eu me fiquei muito ruim, contei pro meu melhor amigo na epóca e ele espalhou a conversa, mas o namorado dela nunca soube
voltando, enquanto caminhava eu olhei pra tras e vi minha namorada vindo atrás de nós, soube, eu já imaginava oq ela queria, entrei no quarto e minha prma ficou de olhos fechados sentada eu olhei pra trás e ela estava no quarto me encarando quase me pedindo, então eu dei um beijo na minha prima, ela olhou pra minha namorada e elas comecaram a se agarrar na minha frente, minha namorada não disse nada mas minha prima dizia coisas como "tua boca e tão macia" "voces parecem sex education"e ela esfregava minha namorada então minha namorada diz "enfia.."eu exitei por um momento e ea pediu denovo e eu fiz, minha prima pediu pra parar e nós paramos, nos despedimos dali mas eu fui atras dela pra pedir desculpas e ela me ignorou e minha namorava pouco se importava, ela ficou com nó por um tempo e depois foi embora, no outro dia e fui na casa dela fazer outras cosas e eu aproveitei pra conversar melhor e ela disse q era melhor nós deixarmos esse assunto pra lá, viemos embora e na segunda feira eu encontro no twter dela ela dizendo q tinha sido estuprada por nós ,conou q tinha sido a força,etc...
poucos minutos dps minha mãe já sabia e enfim apartir dali meu mundo mudou, eu queria me defenderm mas eu não podia de jeito nenhum, ninguem me escutava, mnha mãe ligou pra cpnversar com ela pra saber de todo ocorrido mas eu não tava em casa tinha saido pra jogar volei, e o dia se passou, no outro dia meu pai levou minha namorada embora e eu fiquei só, minha mãe conversou com a minha prima por ligação e wwp,e no whatsapp ela escreveu" tia eu só fiz isso pq na epóca da #### eu estava me envolvendo com uma pessoa e ele simplismente contou pra todo mundo então eu queria q elesenisse como eu me senti" no tiwtter pouco tempo dps ela já estava debochado da situação "nâo vou denunciar #### mas eu vou destruir a vida social dele igual ele fez cmg :)" na verdade eram bem mas emojis de shitpost, e pra qualquer pessoa q se interessase ela contava a historia de debochava da situação, pouto tempo dps ela percebeu q tava falando algumas coisas dms e ela excluiu as postagens mas já havia se passado alguns dias e eu já tinha printado muitas coisas,minha famiia se duvidiu mas n durou muito lgo todo mundo estava do lado dela e com razão, não sou mais do tipo de ser merecedor de pena, ela disse q não queria mais falar do assunto e etc... passado um mes desde q eu tinha sido'CANCELADO" ela contou pra uma pessoa muito importante pra mim e eu publiquei o maximo q eu pud no meu tt tentando me defender, mas a essa altura eu já falava com umas 3 pessoas, ele ficaram irritados pq eu ainda falava daquele assunto e desde então tem sido ainda mais dificil sem eles, a mãe dela é umapessoa muito extrovertida com o resto da familia do tio q paga grades e grades de cerveja, enquanto nós somos bem mais reservados então naturalmente ele ficaram do lado dela,por causa do tratamento e traumas passados mamae tem depressão e por causa de tudo issso a depressão dela agravou e e la tentou e matar, mas nós somos mais reservados, soubemos puco tempo dps q ela tbm tinha tentado de se matar mas esssa n foi a °1 vez q ela tentou ela já disse no tt q já havia tentado se matar 60 vezes, e eu sei oq é querer morrer, desistir de tudo, se eu tentar me matar vai ser só a 1° tentativa e só mas ninguem se importaria ninguem quer ewscutar a minha versão e eu fico muito triste pq ninguem, ninguem sente falta de mm, me deixa arrasado pq quqando eu conto parece q isso é culpa da minha namorada mas eu sinto tanta falta dela, me deixca triste pq não é a 1° vez q ela difama alguem aleatoriamente, ela diz que odeia o cunhado dela por ser toxico,mas, toxico pq? não tem explicação o cara não sai nem do meo do mato, me sinto trise pq eu acho q tenho depressão mas eu acho tbm q seria desulmilde da minha parte achar isso assim, tbm repudio completamente assedio abuso estupro, tudo, tusdo issso e jogam um fardo desses ma minha costa, eu sinceramente não me matei pq é a minha mãe quem precisa de mim, eu simplismente odeio odeio odeio ela, e sinto muito se ela tiver depresssão mas eu não me importo mais , ela fez tudo isso e esperou o momento pra acabr cmg e ela conseguiu e ninguem vai querer simplismente abraçar minha causa, tbmme sinto horrivel pq parece que eu s´penso em im, mas toda vez q eu lembro disso me dá um peso mo meu peito. desculpa mãe mas eu não fiz isso.
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2020.09.13 08:43 PAUBRASiLaquiQFALA O Que há de errado comigo?!

BOA madruga pessoal!! Meu post e relacionado a coisas estranhas que acontecem comigo sempre kkk
Então, eu sou um cara quietão tlgd, tranquilo,inteligente, com aparência normal porem eu me considero um cara bonito só que eu sempre fui e sou rejeitado por mulheres e tal já levei contando uns 300 foras até hoje tanto que já fui humilhado e desistir de correr atrás........porém algo sempre muito engraçado acontece comigo eu não sei porque mais o oposto sempre atraio atenção de gays e transgêneros masculinos (Homens que andam,falam, vestem como mulher além de fazer tratamento hormonal) e tipo sou muito assediado por eles principalmente pela internet já passei cada uma e passo com eles ainda no face que me da raiva por parte da atitude deles mandando enchurrada de mensagens,chamada de vídeo, pra mim pedindo pra mandar foto do meu pau sem nem ter vergonha na cara de procurar saber que sou hetéro da raiva homem manda solicitação pra mim no face fico com um pé atrás os mlk e tão loko que uma vez o cara perguntou pra mim se eu comeria ele bloquiei o mlk, outro falou pra mim que me ofereceria R$800 reais pra mim comer ele É SÉRIO to mentindo não bloquiei tbm kkkkkk outro transgênero me mandou mensagem hoje pra mim mandar foto do meu pau DETALHE MANDOU FOTO DELA(E) só de calcinha SEM eu pedir e nunca ter falado com ela eu fico COMO?!KKKKKKK nmrl estou ficando triste com isso gays e transgêneros não da mais.............EU SOU HOMEM HETEROSEXUAL e só atraio esses tipos de pessoas pra cima de mim estou cansado já, nada de mulher, e isso me acontece acho que vou ter que parar de usar redes sociais em geral.
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2020.09.10 16:09 henrylore Najiyu Ep 7 - Nós vamos em busca de pistas! Ao trem! Yahoô

H: *olho volta pra cor normal
P: seu olho voltou ao normal
H: ... oq vc acha q ta acontecendo
P: eu nao tenho a mínima ideia
L: ...
Ne: a gente vai ter que ir pra naji
Ar: v-voce tá doida??? não lembra das missões que mandaram você pra lá? ou qualquer pessoa? ninguém voltou!
v-voce tem certeza???
Ne: não, mas é a única coisa q a gnt tem pra fazer
Ar: ... ferrou.
Ne: então, ponce ne?
P: sim
Ne: a gente precisa pegar uma arma pra você então venha escolher
P: ok!
H: Arthurzao? tá tudo bem?
Ar: *olhando fixamente pro corpo da Winry
... é
H: ta claramente vc n tá bem..
Ar: ...
H: quer conversar?
Ar: *fala sem parar de olhar pra cena
só se você jurar guardar segredo.
H: ...
**tempo depois
H: onde é aqui?
Ar: aqui é o bar do Christian, é um velho muito maneiro aqui da ordem
H: hmmmm
L: bem que eu tava com fome mesmo.
Ar: *abre a porta
Christian...
*surge um cara de dentro de uma cozinha, um cara velho, com um cabelo branco curto, e uma barba longa, sem o braço esquerdo, se apoia no balcão apenas com o único braço
Ch: (uma voz meio de um cara velho)
alô? ah, Arthur! oq houve? você sempre me grita meu caro.
Ar: rolou uma coisa meio ruim agora mesmo, a ordem inteira tá em alarme.
Ch: heh morreu alguém?
Ar: ...
Ch: ah.. Winry..
H: como você sabia?
Ch: ah, deixa que o Arthur te conta, eu tenho que fazer as bebidas
L: ce viu isso mano o cara não tem um braço
H: conta aí Arthurzao
Ar: hmmmmm
H: *bebe refri
Ar: mano... eu gostava de Winry e eu ia me declarar assim que as coisas se acalmassem e tal
mas eu acho que isso nao vai acontecer
H: *cospe um pouco de refri e olha pro Arthur
-'
**ali do lado na loja do ferreiro
Ne: *encostada na porta esperando a ponce
escolhe o que você mais acha que vai ser legal pra você
P: hmmmmmm
*olhando pra todas as armas 5 vezes
Ne: ...?
P: hmmmmm...
Ne: quer ajuda?
P: sério, eu não sei
Ne: tá, olha só
*olhando
espadas são pra pessoas que gostam de ir corpo a corpo, mas você tem que estar atenta a todos os lados pra se defender
lanças são pra pessoas que atacam de longe e de perto, são bem equilibradas
e arcos...
P: ARCO é isso eu quero um arco
Ne: horizontal ou vertical?
P: ... vertical
Ne: *tenta alcançar na última prateleira da oficina mas não alcança
...
P: fofinha
*segura a Nevaska e levanta um pouquinho
Ne: *pega o arco *entrega pra ponce
P: hmmmm
Ne: só não temos flechas, a gente vai ter que pedir pro ferreiro faze-
P: nao precisa!
eu dou meu jeito
Ne: mas é so-
P: a gente não tem tempo, vamos amiga
*segura a mão da nevaska e puxa ela pra fora da ferraria
Ne: que
**de novo no bar
H: ... MANO
Ar: ...
H: é mais pesado do q eu pensava...
Ch: *volta e coloca as coisas na mesa
ah que trabalho, heh
L: *colocando o braço pra dentro da camisa pra ficar sem um braço tbm
Ch: ... tá tudo bem aí menino? heh
L: hmmm, tudo bem
Ch: tá querendo ficar sem braço também? heheheh isso é engraçado
L: cara você não tem um braço como assim
Ch: ah querido eu perdi a muito tempo atrás né? tava numa batalha e o cara resolveu cortar ele fora, aí eu fiquei assim né
L: e aí você ficou sem?
Ch: e o que eu poderia fazer? não tem como eu colocar meu braço de volta, infelizmente eu ainda não sou um lego
hehehehehehehe
L: que maneiro!! e o que você fez com o braço
H: -'
Ch: ...heh o... que você quer que eu faça cara? heh
eu queria botar na porta do bar dando oi ali mas acho que seria muito macabro não? heheheh
L: ahuehee
mas isso atrapalha você?
Ch: nah depois eu acostumei! heh
so me atrapalha pra pegar as bebidas mas é tranquilo
L: quer ajuda aí?
Ch: claramente! heh vem ver minhas bebidas premiadas aqui
L: hmmmmm
*vai pra cozinha
H: cara... mas- você não acha que vai superar isso?
Ar: meh talvez
H: escuta aqui talvez a gente consiga achar algo para conversar com ela! tenho certeza de que ela tá feliz com você aqui
e ela ficaria ainda mais feliz se você fosse descobrir e prender o shibaru
Ar: ... você tem razão cara.
eu irei socar a cara desse shibaru
H: tu vem com a gente ?
Ar: não sei...
eu vou pro festival da música, então ajudo vocês lá na investigação
H: ai sim, eu curti
Ne: *abre a porta gente?
**no anoitecer
Ne, H, L, P e Ar: *olhando pra um túmulozinho escrito "Winry"
Ar: ...
H: *da dois tapinhas nas costas do Arthur
Ar: eu vou arrumar as coisas por aqui e logo sigo missão ok?
Ne: acha que consegue cuidar das coisas lá por mim?
Ar: claro, mestre.
Ne: hehe vai lá fica bem tá?
Ar: pode deixar
H, P e L: *com mochilas prontos pra partir
Ne: tão prontos
L: nunca nasci mais pronto
H: pera você nasceu quantas vezes?
P: tambem, quase morreu ali na pirâmide
L: aaaah qualé
Ne: ele não quase morreu gente
**começam a andar
H: como assim
Ne: quando a pessoa está hipnotizada, 80% do dano causado a ela vai pra versão dark dela
então o dano que o lusk tomou era reduzido
por isso que o bicho morreu antes dele
entenderam?
L: entao por isso tu deu um tempão ao invés de me ajudar?
Ne: sim eu sabia q você não ia morrer
H: oloco vc
**chegam numa estaçãozinha de trem
H: "MayGabi"
que isso
Ne: é pra onde a gente vai
*senta no banquinho
L: Esperemos.
Ne: olha só, tomem cuidado tem altos níveis de pessoas aqui que esquecem as coisas no trem
H: ué pq as pessoas esqueceriam as coisas aqui?
Ne: não sei mas tomem cuidado, não esqueçam nada
L: pode deixar
H: *ve o anoitecer
vocês também sentem algo familiar quando olham pras estrelas?
Ne: *olha pro henry
hm?
H: eu não sei eu sempre senti algo quando olhava pras estrelas
é bem... familiar
Ne: *dá um sorriso e olha pra ele
talvez sua infância tenha sido algo tão curioso quanto a vastidão do universo
amnésia infantil é algo comum da gente ter
e resquícios de memória causam...
sentimentos e tal
P: *olha pra Nevaska e olha pra baixo
H: ta tudo bem?
P: nah so lembrei da minha família, nada demais
H: ... quer conversar sobre
P: hmmmmm talvez mais tarde...
L: o trem tá vindo
**trem chegando e freiando la de longe
Ne: ... vamos?
*olha pra todos com um sorriso
H: ... vamos
**trem para
*Lusk entra primeiro
*Nevaska em segundo
*Ponce em terceiro
*Henry por último
Ne: hmmm é por ali
(o trem tem cabinezinhas tipo o trem de Hogwarts)
Ne: vamos dormir separados né?
L: claramente eu não iria querer dormir aqui com nenhum de vocês.
H: *senta na cabine e mexe nos bolsos
hmmm..
*puxa um dos papeizinhos daquelas páginas do diário de raposas
...
*olha fixamente pra página
L: *bate na parede que dá na cabine do Henry
aí, da pra ver a cachoeira q você caiu daqui
H: *olha e vê, atravessando um lago, em contraste com as nuvens escuras e estrelas, a cachoeira lá longe, e uma pequena silhueta de uma casinha, onde só se vê a luz da janela
H: ... eu prometo voltar... é sério
isso é só-
*olha pro lago e vê o reflexo do rostinho da ponce, do lusk e da nevaska nas janelas
...
por um bem maior
*pega a página e guarda no bolso
*deita na mesa e dorme
...
*tempo depois
**acorda com um barulho muito alto
H: ????
*levanta
*olha pra fora e vê o trem parado e um pouco de neblina
alô? gente o trem parou
...
*sem resposta, abre a porta
*olha aos arredores e não vê nada
*abre a cabine da ponce e da nevaska
*vê as 2 dormindo, a Nevaska babando de tanto dormir
vish ninguém acordou
*fecha a porta e vai até o maquinista
*abre a porta do maquinista e vê ele dormindo
ué...
*ouve um barulho lá atrás e olha
??(pessoa com capuz marrom escuro): *sai correndo da cabine da nevaska com uma mochila
H: EI *corre atrás da pessoa
*tenta alcançar a pessoa
??²(um cara com orelhas cinzas e olhos azuis escuro): *aparece na frente do Henry derrubando ele
H: que?? quem são vocês?
*levanta
??²: ah... só... ladrões de trem
H: essa mochila não é de voces, vocês sabem disso né?
??²: agora é, então vê se não enche o saco
H: *abre a porta da cabine do lusk
Lusk, lusk, lusk LUSKKK
??²: ele não vai acordar, a minha amiga aqui botou todo mundo pra dormir
*aponta pra ??¹
inclusive... eu ainda não sei por que você tá acordado
H: eu sou imune a ilusões
*puxa a espada
??²: filosófico
mas não é imune a mim
H: *cai no chão do nada
??²: *faz uma força de gravidade em cima dele empurrando ele pra baixo
você não consegue nem se levantar depois disso?
H: assim não né fi
*olha pra ??¹
*troca de lugar com ela
??²: °°
H: *tenta segurar o ??²
*aponta a espada pra ele
devolve o que tu roubou.
??²: *segura a mão do henry e lança uma rajada de choque nele
H: *leva o choque e perde a chance de atacar
??²: *empurra ele na parede e segura pelo pescoço
... hm gostei de você
*da um socão na cara dele
H: *apaga
**no dia seguinte
H: *acorda
hmmm.... *vê a mesa, tudo onde ele tava antes
foi só um sonho?
*olha pro lado e vê a mochila da Nevaska
....?
que
Ne: *abre a porta
finalmente tu acordou hein-
EI
Q Q A MINHA MOCHILA TA FAZENDO AQUI
EU TAVA DESESPERADA PROCURANDO ELA SEU SAFADO E VOCE PEGOU
H: eu não peguei nada aqui
Ne: o que você queria na minha mochila?
H: de noite, uns caras vieram aqui e roubaram umas coisas
Ne: conta outra, eu teria acordado
H: hmph...
L: VAMO ACORDAAAAA
NINGUEM GANHA DINHEURO NA CAMA JA QUE ESTAMOS EM TEMPOS MEDIEVAAAIS
P: bom dia
Ne: o trem já vai parar
**trem para
**todos descem e olham nos arredores, uma vila muito linda, cheia de estátuas, uma torre do relógio enorme, uma esfinge, e muitas casas extremamente bonitas (não é na areia)
H: onde estamos?
Ne: na vila da MayGabi
**entram na vila
H: ninguém desceu com a gente?
Ne: não são muitos dias que as pessoas vem aqui
experiência própria
H: mas aqui é tão lindo...
??³: oi?
*aparece na frente deles
bom dia sr (uma menina com duas mechas amarelas, e uma roupa vermelha)
??⁴: fala aí (um cara com moletom preto, e um cabelo preto, e olhos azuis[tô me orientando pela skin])
Li: meu nome é Lily sejam bem vindos a vila
Hb: e o meu nome é hbiujkbn
Li: marrapais já manda o nome inteiro?
L: MANO que maneiro
H: WOOOW
P: *olha pra Lily
hmmmmm...
No próximo episódio de Najiyu:
Najiyu Ep 8 A rainha dos gatinhos
🐈
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2020.09.07 02:50 Kl111w Estou muito confuso (🛑 ALERTA DE TEXTO HIPER SUPER MEGA GRANDE 🛑)

Bom, isso aqui vai demorar; então você que realmente não tá afim de ler um mini livro, acho que não vai valer a pena pra você hehe. Vamos lá, tenho 16 anos, meu pai é um sociopata que batia muito na minha mãe, já chutou ela ameaçou de morte e os krl, porém (surpreendam-se) ela se descobriu lésbica. Ela teve eu e meus dois irmãos com meu pai, mas depois que se descobriu lésbica começou a namorar minha madrasta enquanto ainda era casada com meu pai a cerca de 10 anos atrás. Quando minha mãe ainda estava com meu pai, ela tinha muito medo dele e por isso não queria pedir o divórcio; minha avó, minha madrinha e minha madrasta incentivaram ela e ela acabou pedindo, teve a separação de bens e tal, a guarda foi pra ela, e etc, etc, etc... meu pai não para de importunar não só ela como meus irmãos até hoje; ele teve criação militar e fazia o mesmo comigo e com meus irmãos, eu tinha que estudar até cerca de 2 da manhã e acordar às vezes as 6 para ir pra escola; era um INFERNO eu ODIAVA com todas as minhas forças aquela casa; bom mesmo o jeito com que ele """""educava"""" eu e meus irmãos ser uma bosta, era inegável que, querendo ou não, funcionava; minhas notas eram exemplares, ganhei competição de matemática, português, soletração e várias e várias medalhas de judô e jiu-jitsu, detalhe: eu odiava esses esportes, ainda mais por causa do professor que >literalmente< batia com um pedaço de cano de pvc nas costas dos alunos. Eu odiava muito meu pai porém ele tinha uma coisa que atraia eu e meus irmãos: $$$. Ele tinha muito dinheiro, então a gente viajava quase todo ano pra fora do Brasil; fui pro Chile 3 vezes, Paris 2 vezes, Roma 1 vez... sem contar as viagens dentro do próprio país que pra uma criança é o paraíso: Beto Carrero; Beach Park; já entrei literalmente dentro da Amazônia, mergulhei com golfinhos; fui pra Fernando de Noronha fazer mergulho profundo, nadei com tartarugas, vi os filhotes das tartarugas pelo projeto Tamar; fui pra cidade de gramado, já fui pro Sul, pro Paraguai, vi as cataratas do Iguaçu; eu tinha uma casa na árvore, um quintal com váááários brinquedos... Enfim, o dinheiro acabava compensando.
Mesmo assim, ver meu irmão quase sem conseguir andar de tanto apanhar do meu pai, a marca do chinelo certinha nas costas dele ao ponto de eu ter que dar banho nele e vários outros casos já estava enchendo a minha paciência. Minha mãe era meu porto-seguro, com ela eu era mais leve, eu via os problemas da vida indo embora, apesar de ela não ter o dinheiro do meu pai e não poder dar as coisas que ele dava, era um alívio enorme no meu coração poder pisar na casa dela e saber que ali, ALI eu tava seguro; sem gritaria, sem ordens 24h, sem ter que me preocupar em apanhar por ter deixado a caneta cair da carteira, ali eu tava de bem com a vida.
Eu e meus irmãos fomos crescendo e começou aquela história, processos e mais processos judiciais; minha mãe contra meu pai, meu pai contra minha mãe; se eu falar pra vocês que meu pai subornou uma escola CATÓLICA para criar um documento falso e colocar no processo vocês acreditam? Bom, aconteceu isso e muitas coisas mais, o problema é que eu sou idiota, eu tenho o coração mole e por mais que tudo que o meu pai fazia eu, lá no fundo, perdoava e me fingia de cego; pra mim era só uma pessoa triste que precisava de amor, assim como eu, antes da minha mãe me dar esse amor. Eu ficava com raiva do meu pai; mas aí ele vinha falar comigo e fazia aquela voz melancólica, uma cara triste e abaixada e ele SABIA que eu ia cair nisso igual um patinho, esse filho da puta SABE CARA, que ódio.
Bom, enfim, minha mãe quis morar aqui em Portugal comigo e com meus irmãos, longe de problemas, longe dos tiroteios do Rio, longe do meu pai. Ele ÓBVIAMENTE não queria isso de jeito nenhum, criou mentiras, contratou não sei quantos advogados, para atrasar o processo o máximo possível; para vocês terem uma ideia, minha mãe vendeu a casa que a gente morava pq precisava do dinheiro e fomos morar com a minha tia enquanto o processo não se resolvia; minha tia mora em um apartamento, meu pai tentou ALUGAR o apartamento DO LADO do da minha tia pra literalmente ESPIONAR o que a gente tava fazendo, eu até hoje não acredito nisso cara, parece que foi um surto coletivo meu deus do céu.
No fim, conseguimos vir pra Portugal e começaram os problemas comigo, vamos lá: eu sou muito tímido, não falo com ninguém e tenho minha auto estima muito baixa (obrigado pai), meu pai me xingava sempre de burro, idiota e tals e quando eu literalmente tirei 11 em uma prova que VALIA 10 ele só mandou o famoso: não fez mais que sua obrigação. Bom, eu não sou bom com pessoas em geral, e minha adaptação foi bem difícil; eu tô aqui a um ano e meio e tenho 2 amigos; um é brasileiro que se mudou pra cá e o outro é um SUÍÇO que nem sabe falar português direito aí eu tenho que ajudar ele. Eu gosto de ficar na minha e tals desenhando ou conversando sobre o sentido da vida e a insignificância humana; na aula de filosofia tinha tantas coisas e experiências que eu queria compartilhar com a minha turma que vocês não fazem ideia, só que eu sou tímido e levantar a mão para falar está totalmente fora de cogitação; teve um trabalho em grupo que eu tive que apresentar aqui que foi uma das piores experiências da minha vida; minha mão começou a suar frio, eu começei a tremer, minha voz começou a falhar e quando acabou a apresentação eu tive que ir correndo pro banheiro respirar fundo, contar até 10 e tal, eu tava quase desmaiando, sem zoeira.
Bom, nunca encontrei pessoas aqui igual meus amigos do Brasil, onde conversávamos sobre anime, pokémon, desenhos, quadrinhos, super heróis, vídeo game, e etc; a maioria da pessoas aqui são adolescentes e eles só sabem falar sobre uma coisa: SEXO; eu não aguento mais cara; minha irmã se adaptou super bem, ela é meio que famosa aqui por causa do Instagram e do TikTok, além de ser a pessoa mais extrovertida que eu conheço; eu fiz um post também lá no sexualidade falando mais sobre essa parte da história, pode dar uma conferida se quiserem também :-). Bom dando uma resumida eu nunca beijei ou transei ou bebi ou qualquer coisa desse gênero, eu odeio multidão então qualquer convite que me convide para uma festa ou algo assim eu recuso de cara (até pq, se eu fosse eu ia ficar no canto rezando para que aquele inferno acabasse); aqui a bebida é liberada depois do 16 então é uma putaria só, os cara transa, bebe, fuma cigarro, maconha e os krl, tô nem brincando.
No fim de tudo acaba assim, eu me sentindo sozinho, com aquela famosa carência, e eu acabo percebendo que eu tenho muita raiva de tudo; tenho raiva de mim, das pessoas ao meu redor, dos meus professores, da escola que eu vou me mudar, de como eu não deveria estar reclamando porque eu obviamente sou muito privilegiado em relação as outras pessoas. Minha mãe é programadora e a maioria dos clientes dela são restaurantes; por causa do corona eles estão sem clientes, sem clientes = sem dinheiro, sem dinheiro como que eles vão pagar minha mãe? Estamos passando por um momento muito difícil e pra mim que sempre tive tudo é meio que um choque de certa forma, mas eu acho bom, pq assim eu passo a valorizar mais o que eu tenho; mas voltando, eu me odeio desde que me lembro como pessoa, e sinto que tô só vivendo; tipo, literalmente só vivendo; se eu fosse definido por um estado ou se você me perguntasse o que eu tô fazendo agora, a melhor resposta eu acho que seria simplesmente: Existindo.
Bom, eu não vou entrar muito em relação a vida amorosa e tals pq tá no post lá no sexualidade. Eu queria falar várias outras coisas, mas meus dedos estão doendo já, e eu acho que se você tá lendo aqui, eu te fiz ler muito né? Kkkkk, desculpa.
Bom por hoje é só pe-pe-pessoal.
Mas agora sério, se você leu até aqui, obrigado, significa muito pra mim :)
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2020.08.22 02:27 Luizinguitar3 Não aguento mais lidar com merdas de terceiros que refletem até na vida pessoal de quem não tem nada a ver.

Minha mãe é uma pessoa que sempre estudou muito e fez de tudo para nunca precisar contar, financeiramente e/ou emocionalmente com a família que ela tem, no caso, a mãe, pai e irmã dela. Construiu uma carreira na área de química ligada a radiação, hoje é pesquisadora e, apesar de estarmos falidos por causa de terceiros, ganha bem.
Tudo foi bem na medida do possível, até que, em por volta de 2007, meu avô, pai dela e já idoso, foi preso num esquema criminoso aí que rolou (nada muito sério, tipo matar alguém, mas ainda assim crime) e ela teve que gastar boa parte da grana que ela não tinha com advogado para, além dele, minha avó e minha tia que era cúmplices de tudo.
Alguns anos depois dessa treta, minha avó, que não olhava na nossa cara há pelo menos uns 8 anos, oficialmente perdeu tudo que tinha e veio morar aqui em casa, que não é um lugar grande, e ficou quase 5 anos (de 2015 até o final de 2019) nos enchendo o saco, já que ela é uma pessoa extremamente ingrata e egoísta, fazendo com que pessoas que amávamos e que frequentavam nossa casa nunca mais nos visitassem e, de quebra, como tinha sido recém diagnosticada de um câncer, gastando mais dinheiro da minha mãe, porém não dizia nem um obrigado para nada. Uma vez minha mãe sofreu um acidente de carro, chegou em casa visivelmente machucada e ela só foi reparar 3 dias depois (e eram hematomas gigantes no pescoço e braços, ou seja, dá pra ver fácil). Mesmo não querendo e evitando demonstrar, minha mãe sofria muito com isso.
Nesse meio tempo, meu avô saiu da prisão e aí foi mais grana da minha mãe pra sustentar ele agora, que mora com a irmã dele, tia da minha mãe, e, de quebra, ainda teve que pagar dívidas absurdas da irmã dela, que nunca paga o que deve, não faz absolutamente nada para os pais e ainda é extremamente grossa e agressiva com a minha mãe. Entre 2007 e 2015, minha tia morou com minha avó e sentava a porrada nela (na época minha avó tinha entre 70 e 78 anos, ou seja, idosa), e mesmo assim é a filha favorita de ambos até hoje.
Pra coroar a treta toda, no final de 2016 meu pai, que mora com a gente, começou a demonstrar uns comportamentos estranhos e só esse ano (por volta de março se não me engano) finalmente um médico o diagnosticou com uma doença cujos sintomas casam com o que ele tem. Ela se chama demência fronto temporal e, se pesquisarem sobre casos, vão ver que a rotina da pessoa e das que convivem com ela mudam muito devido a isso. De quebra também, o gasto mensal aumentou muito, além de tudo, devido a necessidade de médicos, já que nosso plano de saúde que é o único que conseguimos pagar não ajuda em praticamente nada, e, pra coroar, o salário dele e da minha mãe caíram em mais de 50%. Se não fosse o auxílio emergencial e um auxílio que tô recebendo pela faculdade nem sei o que faria, já que também não ganho lá muita coisa pelo trabalho e, como sou autônomo, não tem como contar muito ainda mais nesse período.
Apesar de ser uma pessoa doce, inteligentíssima, tratar todo mundo bem, todo mundo gostar muito dela e admira-la bastante, inclusive eu, sei que ela tenta muito ser uma ótima mãe, mas não é a pessoa mais atenciosa do mundo em relação a mim e minha irmã. Os únicos assuntos que ela conversa comigo são faculdade e trabalho (ela é acadêmica e sonha com meu doutorado, sendo que nem no terceiro período da faculdade tô). Normalmente, como ela tem que carregar o mundo nas costas, ela se preocupa mais em resolver o que dá pra ser resolvido e tapar o que está ruim com uma peneira até não dar mais e aí precisar resolver.
Meu pai era um excelente pai e realmente não é exagero, mas na situação atual não é como se ele conseguisse dar conta das coisas, mesmo qu minimamente, então ela se sente frustrada e sozinha por ter pedido o suporte dela. Ambos se davam muito bem e foi (e é) bem foda pra ela.
Apesar de eu já ter o diagnóstico médico de depressão há pelo menos uns 5 anos, esse período de pandemia piorou tudo e, além disso, tenho tido crises bem ferradas de ansiedade. Não só devido a minha família, mas também porque namoro uma pessoa cuja mãe é (diagnosticadamente) narcisista, que faz a vida dela um inferno e, apesar de termos um relacionamento foda entre nós dois, eu estou sempre preocupado com o que essa mulher possa fazer. Além disso, mesmo quando não rola nada, não consigo dormir bem. Até malhando e tomando remédios (prescritos) tá ficando difícil e sinto que estou a beira de ter um colapso nervoso. Muitas noites me vejo tremendo, sem conseguir respirar, com pensamentos suicidas e completamente exausto, mas sem conseguir dormir. A única coisa que tenho feito fora de casa é levar meu pai pro mercado e na padaria, porque ele gosta de, nas palavras dele, "dar voltinha" no quarteirão, e ir no banco quando preciso resolver algo. Ou seja, se eu já não tinha muita "vida", agora tá pior ainda.
A questão é que essa parada de, não só minha mãe, mas principalmente ela (que é meio que meu único apoio familiar e na vida além da pessoa que namoro) fazerem tão pouco de mim e do que sou e sinto fica me matando porque não importa quantas vezes eu peça ajuda, ninguém ouve. Tenho muito medo de acabar tendo um colapso nervoso, como já aconteceu antes.
Faço acompanhamento psicológico há uns anos e recentemente (faz uns 3 meses) mudei o atendimento de 1x para 2x por semana, mas o que são só duas (dependendo da semana menos) sessões de terapia para alguém que passa a semana cagado?
E, assim como a pessoa que namoro passa com a mãe dela, ter que lidar com um monte de consequências ruins na vida por causa de coisas merdas que terceiros que pouco tem a ver com a sua (como meus avós, minha tia e minha sogra, por exemplo) e se ver completamente sem perspectiva por causa dos outros é muito ruim.
Não tenho muitos amigos (não que dê pra pedir algum apoio nem que seja pra ouvir como me sinto) e minha família, que já era distante, depois da doença do meu pai simplesmente sumiu.
As vezes sinto que minha mãe quis ter os filhos, mas nunca pensou de fato em como seria cuidar deles, até porque ela nunca teve quem cuidasse dela, então nem faz ideia de como é isso e, de fato, quem era mais ativo no nosso dia a dia, até porque o horário de trabalho dela era menos flexível, era meu pai, então até essa quarentena ela nunca tinha ficado tanto tempo perto da gente e muito menos em casa.
Tenho uma irmã, que é menor de idade, e minha mãe até dá um certo apoio e presença maior a ela por conta disso, mas, no meu caso, é como se eu fosse só uma pessoa que mora de favor aqui. Entendo que muita gente se sente assim depois que faz 18 anos, mas é foda principalmente quando não se tem ninguém para contar, ou ao menos um amigo pra desabafar.
Tenho muita dificuldade em fazer amizades, o que piora tudo, e acho que isso também vem do fato de que, apesar de eu sempre ter sido uma pessoa introvertida e mesmo assim conseguisse fazer uma ou outra amizade, os últimos tempos pra cá, por estar sempre ansioso, preocupado e correndo pra lidar com a minha família, seja porque meu pai não pode ficar sozinho em casa, ou porque trabalho, ou porque deu uma merda nova na vida da minha mãe e ela tem que resolver em cima da hora ou porque minha irmã tomou remédios demais e foi parar na UTI (sim. Já rolou algumas vezes, já que ela também é depressiva).
Para botar a cerejinha no bolo, sou homem trans e comecei com os hormônios há cerca de um ano, logo minha cara tá bem diferente e minha mãe não lida bem com isso, então, querendo ou não, isso também afastou mais a gente. Nas palavras dela quando contei: "eu já tenho um monte de problema pra resolver e você me aparece com mais isso?"
Penso muito em sair de casa, pouco antes da pandemia tava começando a tirar isso do papel, mas sempre que comentava sobre a ideia, como algo hipotético, todo mundo aqui falava que agora não dava, porque eu tinha que ajudar a cuidar do meu pai, e, com a pandemia, desanimei de vez (e o dinheiro todo acabou, pois era isso ou mais dívidas.)
Percebo sim que minha mãe tem uma preferência pela minha irmã, pois, por ela gostar mais de estudar que eu, principalmente coisas tidas como "normais" (normal eu digo coisas que compreendem as áreas de exatas, humanas, línguas e biológicas. Claro que nada é tão simples assim, mas eu faço faculdade de música então forçando a barra acho que deu pra entender a comparação), se for pra escolher quem vai cuidar da casa e do meu pai e quem vai estudar acho que já temos uma resposta. Além disso, a personalidade de ambas é bem parecida.
Realmente não sei o que fazer. Não sei se alguém vai ler até o fim, digitei tudo de uma vez. Só queria me sentir capaz de ter a minha própria vida, não só financeiramente, mas sem situações que bloqueassem completamente qualquer coisa que eu tentasse e automaticamente fizessem com que eu me sentisse cada vez mais sufocado nessa bola de neve gigante.
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2020.08.19 17:00 fabioassuncao Uma tragédia de três cavaleiros

O texto abaixo é uma tradução da teoria bem conhecida, de mesmo nome, elaborada por u/M_J_Crakehall.
………………………………………………...
Os Ventos do Inverno tem muitos fios de enredo soltos, muitos dos quais são difíceis de adivinhar o resultado. Mas um com muito potencial, mas poucas previsões, é o enredo de Coração de Pedra, que está ligado à história de Brienne, Jaime, Irmandade, Freys de Correrrio e das Gêmeas, Terras Ocidentais e Terras Fluviais. Há tanta coisa acontecendo nesta pequena porção de terra que é difícil apontar o que exatamente acontecerá. Muitos personagens afetam uns aos outros de tantas maneiras que é difícil dizer o que poderia acontecer com todos eles. Hoje, vamos nos concentrar apenas em três, no entanto, e um único evento. Vamos conversar com Senhora Brienne, Sor Jaime e Sor Hyle Hunt.
Em primeiro lugar, um lembrete de onde esses personagens estão atualmente na história. Senhora Coração de Pedra capturou Brienne de Tarth, Podrick Payne e Hyle Hunt. Sob a ameaça da morte dos dois últimos, Senhora Coração de Pedra envia Brienne para encontrar Jaime e trazê-lo para ela. No capítulo de Jaime I em A Dana dos Dragões, Brienne encontrou Jaime e disse a ele que o Cão de Caça está com Sansa e eles devem ir procurá-los. Parece bastante óbvio que Brienne está atraindo Jaime para uma armadilha.
– A garota. Você a encontrou?
– Encontrei – disse Brienne, a Donzela de Tarth.
– Onde ela está?
– A um dia daqui. Posso levá-lo até ela, sor... mas você precisa vir sozinho. Caso contrário, o Cão de Caça a matará.
Agora, podemos debater se Brienne contaria a Jaime sobre o que está por vir. Eu consigo ver que ela contaria a ele e eles se preparariam durante a viagem, mas também pude vê-la mentindo para proteger Podrick e Hyle Hunt. No entanto, acredito que Jaime Lannister ficaria desconfiado e cauteloso no caminho. Claro, quando eles enotrarem Coração de Pedra, haverá algumas discussões entre todos os personagens e um grande diálogo, mas isso seria material para outro tópico. Vamos ao Julgamento de Jaime Lannister. O trunfo de Jaime seria colocar tudo em um julgamento por combate, como é normla entre os seguidores dos Sete e os próprios rebentos de Lannister. Eu considero altamente provável que Thoros de Myr concordasse em fazer um julgamento por combate, pois é o tipo de julgamento praticado pela Irmandade, e assim Coração de Pedra pode não ter opção a não ser concordar, talvez esperando que a justiça divina finamente recaia sobre os Lannisters.
Mas Lady Coração de Pedra não vai deixar isso seguir tão facilmente. Ela tem Jaime Lannister em suas mãos. A traição dele está olhando diretamente para ela. Então ela vai querer um campeão que sabidamente ganhará. E ela se lembra de Brienne e de seu juramento. Senhora Coração de Pedra poderia nomear Brienne como sua campeã, tanto para matar Jaime quanto punir Brienne por sua traição a Senhora Catelyn Stark.
– Não compreendo. O que foi que ela disse?
– Perguntou como se chama essa sua lâmina – respondeu o jovem nortenho com o justilho de pele de ovelha.
– Cumpridora de Promessas – Brienne respondeu.
A mulher de cinza silvou por entre os dedos. Seus olhos eram dois poços rubros ardendo nas sombras. Voltou a falar.
– Não, ela disse. Chame-a de Quebradora de Promessas. Foi feita para a traição e o assassínio. Ela a batiza como Falsa Amiga. Como você.
– Para quem fui falsa?
– Para ela – disse o nortenho. – Poderá a senhora ter se esquecido de que um dia jurou se pôr ao seu serviço?
E agora ... podemos finalmente falar sobre a estrela deste show: Sor Hyle Hunt. Sor Hyle está (ou melhor, estava) a serviço de Lorde Randyll Tarly e era o capitão do portão. Ele deixa Lorde Randyll Tarl. Em parte porque está cansado de Tarly, mas provavelmente para ficar com Brienne e tentar cortejá-la. Diga o que quiser de Hyle Hunt, mas há duas coisas verdadeiras sobre ele: ele é um cuzão e se preocupa com Brienne até certo ponto. Ele é bem aberto sobre querer a mão dela em casamento ou mesmo sobre ir para a cama dela à noite para provar seu valor.
– Deixe a porta do seu quarto destrancada esta noite, e eu me esgueirarei para sua cama para lhe demonstrar a verdade do que digo.
– Se o fizer, será um eunuco quando for embora – Brienne levantou-se e se afastou dele.
Um fato interessante é que quando Brienne lhe diz não, ele escuta e respeita que ela não queira que ele faça isso. Então, ele claramente a respeita. Até certo ponto. Já que fica ambíguo se ele apenas a quer por conta de suas terras. Ele até menciona isso, como uma possível forma de se provar digno dela.
– O que quero ganhar é você, a única descendente viva de Lorde Selwyn. Sei de homens que se casaram com desmioladas e bebês de peito por propriedades com um décimo do tamanho de Tarth. Não sou Renly Baratheon, confesso, mas tenho a virtude de ainda estar entre os vivos. Há quem diga que esta é a minha única virtude. O casamento seria útil para ambos. Terras para mim, e um castelo cheio disto para você – indicou as crianças com um movimento de mão. – Eu sou capaz, asseguro-lhe. Gerei pelo menos uma bastarda, que eu saiba. Não tenha medo, não a obrigarei a acolhê-la. Da última vez que fui vê-la, a mãe me deu um banho com uma panela de sopa.
Veja, eu estou dando bastante destaque ao lado mais leve desse personagem, mas isso é ASOIAF, portanto deve haver um equilíbrio. Hyle Hunt não é um exemplo perfeito de consorte. Longe disso. A primeira vez que ouvimos falar dele é quando Brienne nos conta do jogo que ele inventou para que algum cavaleiro a seduzisse.
Tinham feito uma aposta.
Dissera-lhe que tinha nascido entre três dos cavaleiros mais novos: Ambrose, Bushy e Hyle Hunt, de seu próprio pessoal. Mas à medida que a notícia se espalhava pelo acampamento, outros tinham se juntado ao jogo. Cada homem tinha de comprar a entrada na competição com um dragão de ouro, e a soma total iria para aquele que conseguisse desvirginá-la.
Não era o mais legal dos caras, mas parece que está melhorando. Se não completamente, pelo menos um pouco. Mas o jogo teve um grande impacto em Brienne, como era de se esperar. Então é claro que ela proibiu seus avanços, como deveria. Porém, Hyle Hunt é persistente, como mostrado pelas outras citações acima.
Sabendo que Sor Hyle Hunt é um homem persistente e inteligente, acho que seria provável que se Senhora Coração de Pedra nomeasse Brienne de Tarth como sua campeã, ele se ofereceria para lutar pela Donzela de Tarth. Porém, se ele lutasse contra Sor Jaime Lannister, acredito que perderia e morreria dizendo algo sincero para Brienne ou algumas palavras duras para Jaime.
Em primeiro lugar, acredito que existem algumas razões pelas quais acho que Hyle tentaria lutar contra Jaime Lannister e, no fim, perderia. Uma delas é que ele poderia fazer isso para provar a Brienne que ele se importa com ela e mostrar sua perícia. É algo que ela pode ter visto em sua luta com Rorge, mas Brienne estava um pouco ocupada naquele momento. Outra razão é que quando Jaime e Brienne retornam e interagem com Coração de Pedra, Hyle pode ver o relacionamento deles através de como eles falam e agem e presume o pior. A pior parte de Hyle pode aparecer aqui, enquanto ele desafia Jaime para um duelo não pela liberdade, mas pela mão de Brienne e para irritar o regicida.
Hyle parece ser um bom lutador, se mantendo firme na luta contra Rorge e Dentadas, embora não tenhamos detalhes de suas próprias proezas. Ele tem inteligência e muita autoconfiança, como Bronn.
Sabemos que Hyle pode sentir um certo ciúme de Jaime Lannister e ele não é o tipo de pessoa que desiste de pedir a mão de uma certa mulher em casamento. Como afirmado acima, ele pede diversas vezes, de muitas maneiras diferentes. Também sabemos sobre seu estilo de luta e como ele é observador, podendo até a desafiar Jaime Lannister agora que ele perdeu sua mão em espada. Então, como ele perderia para Jaime? Como Sor Hyle Hunt cairia depois de fazer uma reinvidicação tão grande e ter mostrado alguma destreza na luta contra Rorge e Dentadas?
Bem, temos algumas coisas em jogo aqui. A primeira é que ninguém sabe que Jaime tem treinado sua mão esquerda com Sor Ilyn Payne em segredo. É possível que Jaime tenha aprendido um pouco, e poderíamos ver em uma luta como essa alguma recompensa narrativa para este seu treinamento. Mas isso não quer dizer que Jaime esteja de volta ao que era. Longe disso, ele provavelmente está, no máximo, no nível de esgrima de Balon Swann. Mas só isso não o coloca em pé de igualdade contra Hyle Hunt. Não, Hyle Hunt tem complicadores que ele pode subestimar ou superestimar.
Hyle Hunt tinha sido espancado com tanta violência, que seu rosto estava inchado quase até deixar de ser reconhecível. Tropeçou quando o empurraram, e quase caiu. Podrick o agarrou pelo braço.
– Sor – disse o garoto com ar infeliz quando viu Brienne. – Quero dizer, senhora. Lamento.
Como mostrado acima, Hyle foi espancado até ficar quase irreconhecível. No tempo do duelo, ele poderia ter se curado um pouco, mas quem sabe como isso poderia alterar sua visão, audição ou capacidade de pensamento. Ele ainda poderia estar cansado, sem treinar por algum tempo. Coração de Pedra parece tê-lo mantido acorrentado esperando o retorno de Brienne. Ele estaria fora de forma e exausto, e todos nós sabemos como George joga com o realismo de seu mundo. Isso, combinado com a probabilidade de seu desafio ser feito apenas por despeito, poderia diminuir suas chances contra Jaime imensamente. Ficar fisicamente e emocionalmente exausto depois de muitas surras e esperar que Brienne traga de volta o homem que ela realmente ama pode ter um grande impacto sobre ele em tal luta. Então eu acredito que ele perderia e acabaria morto na lama ou morrendo lentamente,
Mas por que Lady Coração de Pedra deixaria Hyle Hunt lutar no lugar de Brienne? Vamos deixar o motivo óbvio fora do caminho e apontar que ninguém sabe que Jaime conseguiu progredir de volta a uma habilidade mediana com a espada, e sua vitória seria um choque para todos. Assim como a vitória de Sandor contra Beric chocou Arya Stark, a vitória de Jaime chocaria Catelyn morta-viva. Mas há mais do que isso. Alguns membros da Irmandade podem ver algo de poético em Hyle lutando em nome de Brienne e apoiar a decisão. Acho que isso é menos provável, mas pode pesar na escolha de Hyle. Lady Coração de Pedra também pode deixar Hyle participar porque ela não se importa necessariamente com quem mata Jaime, só quer que isso seja feito, e pode pensar que Brienne poderia poupar Jaime, já que ela se importa com ele.
Senhora Coração de Pedra podia até vislumbrar a truculência implícita na oferta de Hyle Hunt e presumir que ele venceria. Afinal, ele trabalhava para Randyll Tarly e uma das poucas qualidades de Tarly é que ele é um bom comandante de batalha. Ela pode assumir que Hyle é um lutador talentoso ou ao menos bom o suficiente para vencer Jaime.
Portanto, analisamos Hyle Hunt e suas motivações, o resultado provável e as razões para Senhora Coração de Pedra concordar com isso. Mas há um motivo pelo qual chamo isso de “Uma Tragédia de Três Cavaleiros”. Seria muito temático e adequado para a história como um todo. O título, é claro, está relacionado à Senhora Brienne, Sor Jaime, Sor Hyle e seus respectivos arcos de cavalaria. Acredito que este capítulo seria da perspectiva de Brienne, para torná-lo ambíguo quanto à verdadeira natureza de Hyle e romantizar parcialmente o momento enquanto ainda se aprofunda naquele realismo que George R. R. Martin ama. Afinal, ele não joga apenas com o lado áspero das coisas. Ele tem uma mão em ambos os mundos. E os outros dois personagens se pareceriam com as diferentes da mesma moeda.
Jaime Lannister veria o lado romântico, o lado do homem lutando pela mulher que ama. Ele pode até ser grato a Hyle por se oferecer no lugar de Brienne. Duvido muito que Jaime queira matar Brienne, e é muito provável que a história de Jaime não termine aqui. Não, ele derrotaria Hyle com prazer aqui se isso significar que ele está seguro e Brienne também. Salvar Podrick também é bom, mas não sabemos bem os sentimentos de Jaime por ele.
Hyle Hunt, no entanto, permaneceria rancoroso da mesma forma que Petyr Baelish. Ele se pareceria com aquele realismo áspero de que fazer algo motivado por malevolência e ciúme se voltaria contra ele. Eu diria que vimos Hyle Hunt como suas melhores intenções durante as viagens com Brienne. Idiota como fosse, ele nunca a forçou ou foi longe demais. E sabemos que George R. R. Martin adora nos mostrar os dois lados de cada personagem. E a última vez que Hyle Hunt esteve em sua pior fase foi no passado.
Acredito que neste momento, em uma explosão de peso emocional, ele viraria a pior versão de si mesmo. Tendo esperado por Brienne sabe-se lá por quanto tempo, apenas para perceber que ela nunca ficaria com ele. Em vez disso, seria trocado por este homem que não apenas quebrou seus juramentos, mas não podia nem mesmo lutar ou proteger sua mulher. Parte de Hyle acreditaria que suas virtudes de cavaleiro implorariam a ele para lutar por ela como qualquer cavaleiro faria. E o que seria mais cavalheiresco do que dois homens adultos lutando na lama por sua liberdade e por uma mulher que ambos amam?
TL; DR - Eu acredito que Jaime exigirá um julgamento por combate, e quando o fizer, Senhora Coração de Pedra irá nomear Brienne de Tarth, mas Hyle Hunt toma seu lugar como campeão por sentir rancor pelo afeto entre Jaime e Brienne. Hyle Hunt luta contra Jaime, mas perde devido ao seu estado de exaustão e ao novo treinamento de Jaime, e morre lá na lama. Uma batalha pela liberdade de muitos e pelo amor de uma mulher, embelezando ainda mais os temas da cavalaria que abrange cada um dos três personagens.
………………………………………….
E vocês, acham que acontecerá assim? Acham que quem será o POV do julgamento de Jaime?
Comentem =)
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2020.08.17 19:34 MaelyzRoza Como destruir um casamento

Olá Luba, editores seus lindos, gatas, possível convidado e turma que está lendo esse post.
Essa história é uma das mais satisfatórias da minha vida, o dia que eu expus um Nice Guy e destruí seu casamento.
Em 2016 eu tinha acabado de completar 19 aninhos então tava meio deslumbrada com a maioridade e o fato de poder ir aos bares sem ninguém mais me barrar, então numa dessas noites eu fui a um barzinho bem conhecido do centro da minha cidade junto com uma amiga. Bem, logo que eu cheguei esbarrei numa mulher linda, loira e que parecia já meio "alegre" de bebida, fui educada, pedi desculpas e entrei no barzinho, conforme a noite foi indo, estava tendo show da banda de um amigo e eu assistindo atenta com minha long neck na mão, eis que eu sinto olhos em mim e notei ao longe um homem me olhando, ele era muito bonito, tinha cabelo grande e me abriu um sorriso, eu apenas sorri de volta, mas não fiz nada, então apenas dei outro gole na minha long neck e me deu vontade de ir ao banheiro. Saindo de lá eis que eu dou de encontro com o cabeludo logo no corredor que era a saída do toalete e claramente ele estava me esperando ali, isso me incomodou bastante pq olhando mais de perto ele parecia ter mais de 40 anos e eu nem mesmo tinha feito 20. Ele se apresentou, me deu um abraço pela cintura e um papel com seu número de telefone, mas insistiu que eu ligasse pra ele apenas no final da noite quando eu estivesse em casa, meu alerta ficou mais forte ainda pq se você quer conhecer uma pessoa num barzinho e paquerar pq vc pede pra ela ligar depois? Claramente ele estava escondendo alguma coisa.
Depois que ele se retirou eu simplesmente enfiei o papel no bolso e fui continuar a ver o show, a noite seguiu normalmente até a hora que o barzinho estava fechando, saí de lá para esperar meu Uber do lado de fora, aí dou de cara com a moça loira que esbarrei no início da noite, ela estava sendo abraçada por trás sabe por quem? Isso mesmo, o cabeludo, ele era tão cara de pau que estava me encarando sorrindo por cima do ombro dela, peguei o papel que ele me deu que estava no meu bolso, joguei fora e entrei no Uber, claramente ele era um canalha e eu não queria fazer parte daquilo.
Agora é hora do show.
Uma semana depois aconteceu um show aqui na minha cidade, eu fui toda princesinha gótica e curti horrores, acontece que o cabeludo e a moça loira estavam lá e ele estava me encarando muito nervoso sem eu entender pq, depois foi que eu soube que o carinha que eu fiquei naquele show era amigo da moça loira, quem eu soube depois se tratar de ninguém mais ninguém menos que ESPOSA do cabeludo. Acontece que eu também estava muito bêbada e acabei contando pro meu ficante daquela noite, o que o cabeludo tinha feito no barzinho(embora eu não me lembre disso), então turma, vocês podem imaginar como isso vai terminar.
Depois que eu fui pra casa e dormi, às 5am recebo uma enxurrada de mensagens no meu celular, era da loira, mas ela não estava brava, só queria que eu contasse a verdade sobre o que o marido dela havia feito, ela ressaltou que jamais me odiaria, mas que precisava saber tudo. Eu toquei o foda-se pq amo ver macho escroto se ferrar e contei tudo, ela me agradeceu e ficou offline. Acontece que eu fui a ponta do iceberg pra 5 anos de traições do marido dela, a minha história foi a mais leve de apenas uma que levou ela em frente de desenterrar o resto. Uma semana depois que conversamos, a moça loira pôs o cabeludo pra fora de casa inclusive sob medidas protetivas já que ele agredia ela física e psicologicamente além de finalmente pedir o divórcio.
A parte mais feliz: hoje em dia ela é uma das minhas melhores amigas, estamos sempre juntas além de tudo, ela está noiva de um cara muito legal que a trata como uma rainha.
É isso turma, espero que gostem, beijos menor que treixxxxx.
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2020.08.16 13:35 Nicocchi606 Sou babaca?

Bom, nunca tentei fazer isso, mas realmente não sei mais o que fazer. Essa história vai ser meio longa, mas obrigada de coração para quem puder me ceder esse tempo.
Contexto: Sou filha única e ilegítima, nunca conheci meu pai por isso, ele nunca quis me encontrar, não me reconheceu e nunca mandou nenhum tipo de suporte e minha mãe não pede ao governo. Ele não é br e mora em outro país com a mulher e dois filhos. Minha mãe conheceu ele na Itália e sempre amou esse país. Ela veio me ter no Brasil mas sempre quis voltar para lá. Anos atrás, quando eu tinha 12 ela entrou em contato com um ex namorado italiano por e-mail, e em 2 anos decidiram se casar. Obviamente eu era contra, mas ela me levou para Itália contra a minha vontade mesmo assim, e minha família não fez nada já que era "uma chance de um futuro melhor". (Não discordo, o ensino é melhor mas é muito pesado, sem feriados e sem consideração, o Brasil é bem melhor nisso).
O problema: Desde que desci do aeroporto não fui com a cara do homem, mas aguentei pela minha mãe. Mas semanas depois o casamento não deu certo. O cara era um escroto, e nós dois não nós dávamos NADA bem. Naquele mesmo ano, minha mãe me colocou na escola (eu não sabia a língua, e valem duas coisas, ela me fez duas promessas. Não vou te colocar na escola até você se acostumar com a língua. E se não se acostumar em 2 meses a gente volta). Bom, como dizer....foi o inferno literalmente, eu sempre fui tímida, e não sabia a língua, logo fui excluída pela sala. E uma professora parece que se aproveitava de eu não poder me defender pra me humilhar na frente de todos. Enquanto isso em casa, eu passei a nem mesmo sair do quarto, nem para comer pois não aguentava nem ver o marido da minha mãe. E ela não se impunha com a desculpa de "a casa é dele, temos que respeitar". Nesse ano acabei com depressão e fobia social aliás. E agora não duvido nada que ainda tenha Distúrbio de personalidade Esquiva, suspeitas tenho muitas mas só o psicólogo pra confirmar. Me mudei de escola e passei um ano mais ou menos. Mudei de novo, de escola e de casa, nisso tinham passado 2 anos. Outro inferno, minha mãe não conseguiu manter o apartamento onde estávamos morando só as duas. Não tinham móveis em condições de uso, e passei muito tempo tendo que dormir no chão por isso, sozinha em casa a maior parte do dia. Alí a escola estava igual ao primeiro ano, ignorada por todos. E aquilo tudo piorou minha situação, comecei a ter crises de pânico e ansiedade e não consegui mais ir para a escola 15 dias antes de tudo ser fechado pela pandemia, mas não consegui nem mesmo participar das aulas online pelo medo de viver tudo aquilo de novo. Por pouco não perdi o ano... Agora é o 4 ano morando aqui. Nos mudamos de novo, para a casa do pai do ex marido dela, que é como um pai para a minha mãe. E é horrível aqui. Ele tem 86 anos, logo viveu em tempos de guerra e não entende que as coisas mudaram, nem tenta entender os outros, acha que todos tem que viver do mesmo jeito que ele, é REALMENTE teimoso e cabeça dura. Um exemplo: Eu estou de férias, logo quero dormir um pouco mais tarde, o que já é difícil já que em todos esses anos e ainda agora, divido um quarto com a minha mãe, então nem a minha privacidade eu tenho. Ontem não estava conseguindo dormir, acabei pegando no sono as 04:00, acordei às 10:00 e fui tomar café. Ele já entrou na sala falando de como era um absurdo isso. Que eu tinha que comer mais cedo. Razoável? Talvez se fosse só isso. Ele quer que eu siga esses horários dele: dormir às 21:30, acordar às 06:00, almoço às 12:00 e janta as 18:00. Principalmente o almoço, meio dia eu TENHO que estar na mesa. Uma vez eu tava de cama sem respirar por uma crise alérgica e não desci. Ele começou a berrar, jogou o chapéu no chão e saiu falando que eu estraguei o dia dele, que bem ou não, com fome ou não, meio dia eu tenho que descer e assistir eles comerem. Então comer fora? Nem pensar. E minha mãe não fala nada por que "é a casa dele" eu já tô tão irritada com isso! Quer dizer, nas FÉRIAS, eu não posso pegar um dia pra sei lá, almoçar fora com ela, comer um pizza fora, NADA. Por que se não a princesa em casa surta! Desculpa, eu sei que ele tem a idade e mentalidade dele, mas pelo amor de Deus. As vezes sinto que tenho que pedir permissão pra respirar, me sinto sufocada! Minha mãe fala que está tentando melhorar as coisas esse tempo todo, e sou eu que não me esforço. Na verdade tenho medo de quando a escola começar, eu falto bastante por crises de pânico/ ansiedade, é HORRÍVEL mas sei que esse cara vai fazer uma cena maior ainda de me ver em casa.
No final, falando assim, é um pouco do que eu passei, mas viver assim, todo dia em 4 anos, com uma pressão enorme de "ter que fazer tal coisa por tal pessoa ou eu sou mal educada" ou de ter que ser perfeita i tempo todo para agradar fulano porque é a casa dele vem acabando comigo. Minha família e uma psicóloga que eu fui (que eu tive que infernizar a minha mãe para me levar quando comecei as crises) me disse que quando eu tiver 18 vou poder fazer o que quiser..mas não sei se resisto até lá.
No final eu sou babaca? Por que não me esforço para ajudar a minha a "melhorar as coisas" (honestamente eu nem sei o que fazer pra ajudar, ela praticamente me largou na escola e parece que coloca todos antes de mim) e por ficar mal por toda essa situação? De verdade, eu não sei, talvez eu devesse dar mais suporte para a minha mãe? Tratar ela melhor ou algo? Eu realmente não sei mais o que fazer com tudo isso...ou com essas pessoas com quem moramos/ morávamos, é muito insensível da minha parte querer viver? Porque eu tô na Itália, e nunca fui visitar lugar nenhum, Veneza, Milão, Genova, Pisa, nada. Eu só queria um pouco de liberdade nisso tudo.
Desculpem o tamanho do texto, mas obrigada de verdade a quem leu até aqui. Realmente precisava colocar isso para fora.
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2020.08.13 18:28 Tonwho Relato real! Já aconteceu algo parecido com você ou conhecido?

Fazia pouco tempo que eu morava em Belém, vindo do interior por conta de um emprego que consegui, em um escritório de representação. O salário era excelente para meus padrões - jovem, solteiro, dedicado e morando num kit net - e ainda sabia que podia crescer muto na empresa.
De fato isso aconteceu. Não tinha nem 5 meses de casa, comecei a ser destacado pelo dono para as missões mais complicadas. Se alguma negociação travasse, era eu quem resolvia. Se alguém fizesse besteira, era eu quem desfazia. Não demorou, recebi um belo aumento.
Com esse dinheiro a mais, pude realizar um sonho de faculdade: comprar um carro. Lembro bem do dia em que cheguei na firma de carro novo, o comentário geral que foi. Só tive que ignorar os invejosos, nos sussurros de "protegido" "queridinho" e tal.
Aquilo não me abalava, de verdade. Eu já era formado, ganhando bem, jovem e cheio de confiança, e não seriam aqueles caras que me deixariam mal. Nada do que pudessem dizer me atingiria. Só que, dias depois, as coisas começaram a ficar estranhas.
Foi perto do Natal que acordei com um pequeno incômodo no olho direito, como se tivesse um cisco ou cílio por baixo da pálpebra. Fiquei um tempo diante do espelho, depois do banho, mas não encontrei nada. E como já estava atrasado, deixei para depois.
A dor não era tão forte, então acabei esquecendo aquilo e tive um dia normal. Só voltei a sentir o incômodo de noite, já em casa, mas continuei sem encontrar a causa. Fui dormir. "Cedo ou tarde vai sair", pensei, mal sabendo que estava muito enganado.
No dia seguinte acordei com uma dor horrenda, como se meus olhos estivessem cheios de areia. Aquele pequeno incômodo, de talvez um cisco, se tornou um maremoto de dor. Liguei para o escritório e avisei que estava com terçol - ao menos achava que era isso.
O patrão não ficou muito feliz, ainda disse que era frescura, que dava perfeitamente para trabalhar com um tersolzinho de nada, mas eu realmente não tinha condições. Mal desliguei, comecei a procurar um médico que pudesse me atender o quanto antes.
Consegui um encaixe com uma médica perto de casa, e fui ao encontro dela achando que meus problemas estariam solucionados... Só que a médica revirou meus olho quase do avesso, sem entender nada. Fora minha reclamação, aparentemente meus olhos não tinham nada.
Não havia secreção, nem inchaço ou vermelhidão, nada, mas era evidente meu incômodo e dor, e disso ela não duvidou. Sai de lá completamente perdido, sem um diagnóstico e com uma receita enorme de remédios. Voltei para casa quase sem conseguir enxergar e tratei de dormir.
Não sei que horas eram quando acordei, porque me descobri completamente cego. A dor era tanta que, involuntariamente, eu gemia baixinho. Sem conseguir enxergar nada, pressupus que era de madrugada pelo barulho da rua, pelo silêncio da cidade.
A sensação de areia nos olhos era terrível, agora seguida de uma dor, como se alguém os espremesse. Levantei tateando nos móveis em busca do meu celular, para tentar ligar a alguém, mas ele não estava no lugar de sempre. Procurei por tudo e nada. Meu desespero só aumentava.
Ainda tateando, chorando no meio da escuridão, fui até o banheiro lavar meu rosto e foi aí que escutei... Havia uma respiração pesada no apartamento, como se alguém estivesse perto de mim, escondido pela minha cegueira. E eu ouvia bem, muito bem, para achar ser um pesadelo.
Sempre tateando, tentando entender aquela presença estranha, fui até a cozinha e consegui pegar uma faca no balcão. Armado, grudei as costas na parede e perguntei: - Quem tá aí? QUEM TÁ AÍ? E, como resposta, ouvi uma risada baixa e arranhada, assustadora.
Alguém brincava comigo. Alguém tinha entrado em casa e brincava comigo, se aproveitando da minha doença. Me guiando pelas paredes, fui caminhando em direção à porta, sempre seguido pela respiração misteriosa. Precisava sair dali urgentemente.
E enquanto caminhava pelas sombras da minha própria visão, era seguido de perto pela respiração pesada e cheia de falhas, cheia de altos e baixos, que parecia estar em todos os lugares e em nenhum. Vez ou outra também ouvia a risada baixinha, sem conseguir localizar a pessoa.
E com a faca levantada eu me tornava ameaçador: - Para com isso! Não to gostando dessa brincadeira! - Se se aproximar eu juro que te meto essa faca... E assim eu avançava, cercado pelo ser misterioso que me cercava, até que cheguei na porta. Mas, mal toquei na maçaneta...
...porque, nesse exato momento, duas mãos fortes me agarraram pelos ombros e me viraram, e imediatamente algo começou a me enforcar. Tentei atingir aquela coisa com a faca, mas parecia não haver nada diante de mim, só o vazio, apesar das mãos que me matavam lentamente.
Eu não conseguia gritar, não conseguia respirar. Ali, percebi que tinha de fazer algo, ou morreria logo. Num último esforço desesperado, consegui segurar na maçaneta e, com um golpe, abri a porta. No momento seguinte eu estava no chão do corredor, ainda cego, mas vivo.
Desandei a gritar por socorro e logo chegaram os vizinhos, que me levantaram e revistaram todo meu apartamento, mas não havia ninguém lá. Também não havia qualquer marca de esganadura no meu pescoço, apesar das mãos que quase tiraram meus pés do chão.
Naquela noite fui ajudado especialmente por uma vizinha chamada Eugênia. Ela escutou minha história em absoluto silêncio, e, mesmo assim, era a pessoa que eu mais sentia ali. Quando todos se foram, ficamos só nós dois e ela falou:
- Filho, isso é trabalho que fizeram pra ti.
Segundo ela, alguém próximo a mim, de minha convivência diária, tinha feito algo para atrapalhar minha vida, ou até algo mais sério. Ela pediu para dar uma olhada em casa, mas não encontrou nada. Não satisfeita, pediu para procurar no meu carro, e lá descemos nós.
Mal ela começou a procurar, encontrou um pequeno saco feito de tecido, onde havia um pouco de terra e algo arredondado, pequeno, cheio de terra grudada. Ela colocou tudo nas minhas mãos e perguntou:
- Sabe o que é isso?
E, diante da minha negativa, ela explicou.
- Isso é terra de cemitério... e isso aqui é olho de algum bicho que colocaram aqui para fechar os teus olhos ou algo pior...
Eu não conseguia acreditar naquilo, mas, sem qualquer explicação, à medida que ela fazia aquela terra sumir numa torneira, meus olhos foram melhorando.
Eu estava curado, sem jamais ter sabido que minha doença não era de corpo, mas de espírito. Das coisas inexplicáveis que não são desse mundo. Descobri, da pior forma, o mal que a inveja podia causar.
- Isso é alguém do teu trabalho - ela explicou, mas algo que já desconfiava.
Justamente aquele saco com terra de cemitério, colocado no meu carro que ficava sempre aberto no estacionamento do escritório. Não foi um grande mistério descobrir quem havia feito aquilo. bastou reparar em quem se decepcionou com minha repentina volta ao trabalho.
Mas não demorei mais muito tempo naquele local. Apesar de todas as proteções que sempre fiz, com auxílio da Eugênia, muitas outras coisas me aconteceram, ao ponto de não aguentar mais e pedir demissão. Ninguém entenderia meus motivos, então sai calado.
Para mim, era melhor viver bem, ou mesmo viver, do que seguir em uma competição macabra, onde eu nem mesmo competia... Preferia a paz do que precisar, constantemente, viver com medo da próxima ameaça, que certamente sempre chegaria... Fim
Fonte: https://twitter.com/tantotupiassu/status/1293711942004211719?s=20
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2020.08.06 06:08 denesfernando Sou Babaca Por Querer Que O Namorado Da Minha Amiga Não Passe Mais A Quarentena Aqui E Volte Pra Casa Dele?

Olá Luba, editores, gatas e Turma. Essa história que vou compartilhar aqui é recente, ainda estou tratando em terapia, mas ela começa um pouquinho lá atrás.
Um ""pouco"" de background para situar a todos de onde tudo isso começou.
Em 2013 comecei namorar um cara que vou chamar de Karen, por ele ser muito, mas muito CUSÃO (inclusive, ele se parece muito com você Luba e por vocês serem tão idênticos, eu passei um bom tempo sem assistir o canal, pois não conseguia te ver sem lembrar dele). Mas, enfim, em 2015 ele e o grupo da faculdade dele decidiram morar todos juntos em uma casa perto da faculdade, pois estava exaustivo para todos trabalharem em pontos distintos da cidade (São Paulo, para se alguém quiser se situar).
Então, em janeiro de 2016, eles se mudaram e eu ia para lá aos fins de semana, até que acabei me mudando para a casa em Junho do mesmo ano, no dia do meu aniversário.
Pois bem, foi uma fase horrível da minha vida por causa do meu ex, terminamos em maio de 2017 e tive que sair da casa. Esse meu ex era um abusador, um aproveitador, a pior pessoa que eu poderia ter conhecido na minha vida. Os abusos psicológicos que ele cometeu comigo, afetaram totalmente minha confiança e em como eu viria a me relacionar com outros caras, fora as crises de ansiedade que eu arrasto até hoje.
Mas então, eu fiquei amigo dos amigos dele da faculdade e em especial da Karls que virou minha melhor amiga.
Em 2017 eles terminaram a faculdade e em 2018 o contrato da casa venceu e eles finalmente poderiam se mudar, áquela altura ninguém suportava mais olhar pra cara do Karen.
Então, foi nesse momento, que a Karls e o Akarls me chamaram para vir morar com eles numa nova casa. Sem o Karen. E hoje nós três vivemos como uma família feliz com os nossos pets.
2019
Eu conheci um cara, eu vou chamar ele de Lars.
Lars e eu começamos a trocar mensagens, se conhecer, nos aproximarmos. Até então, antes dele, todos os outros caras que eu acabei ficando, não davam certo, (tem muito gay problemático nessa cidade). Mas Lars foi diferente, conforme nos conhecíamos, ele ia transpondo todas as muralhas que eu usava como defesa, pois meu maior medo seria voltar para um relacionamento abusivo, tóxico e doentio.
Com o Lars eu fui bem devagar, realmente queria conhecer ele, pra ver se o que eu estava sentindo era o certo e se ele não iria me fazer mal.
Nesse tempo conhecendo ele, eu desabafava com Karls todas as minhas inseguranças, pois ela tinha vivido todo o meu drama com o meu ex, ela sabia dos meus medos, receios, inseguranças em me relacionar com alguém e ela me dava todo o apoio, pra poder voltar a acreditar e saber que nem todo mundo é igual o Karen, que na verdade eu dei azar com o Karen, mas que não seria assim de novo.
Depois de tantos embates sobre minhas agruras eu acabei me desarmando e me permiti começar algo com o Lars.
Um mês e meio depois, finalmente decidi trazer ele em casa, para conhecer meus amigos e 😏.
Então, foi nesse fim de semana de novembro de 2019 que coisas aconteceram.
Depois de ficarmos, acabei aceitando os meus sentimentos por ele, pensei que depois de tanto tempo solteiro, passando por aventuras fracassadas com pessoas que não se encaixavam, onde a química só proporcionava uma reação inicial. Ali estava talvez o momento de poder compartilhar momentos com alguém.
Mas aquele início de sonho desmoronou muito rápido. No domingo quando ele estava pra sair para trabalhar, Lars me contou que iria para o Beto Carrero com um amigo. Fui pego de surpresa, pois ele não havia mencionado nada nas nossas conversas durante a semana.
Na época, Lars trabalhava como bartender numa cafeteria e reclamava de trabalhar muito, não ter finais de semana livres e só folgar nas segundas-feiras.
Como não tínhamos oficializado nada, nossa primeira vez foi na noite anterior e o fato de estar disposto a querer começar a construir uma relação tinha sido algo que eu havia arrazoado no meu coração, achei absurdo demais eu questionar porque ele não tinha me falado nada antes.
Tudo bem, ele iria no Beto Carrero com um amigo, logo após sair da cafeteria. Pegaria o ônibus na estação do Tietê no domingo a noite, passaria o dia no parque, já que a folga seria na segunda, e na segunda a noite ele voltaria e iria trabalhar na terça-feira de manhã. Eu, pelo menos, imaginei que seria assim.
Na segunda-feira, eu fui trabalhar normal, vi as fotos dele no Beto Carrero, os stories no Instagram aparentemente nada de estranho, mas a primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato dele não ter postado um único story com o amigo, mas até aí, se eu encucasse com isso, seria uma atitude tóxica e eu não queria isso. Numa relação deve existir confiança.
Nós não nos falamos o dia inteiro, pois eu não iria ficar o importunando num passeio como aquele, que ele aproveitasse o máximo possível. Foi quando às 18:00 eu resolvi mandar uma mensagem para ele, já que eu estava saindo do trabalho.
A mensagem era mandando um "oi" e desejando que ele tivesse se divertido bastante e fizesse uma viagem tranquila de volta.
Foi quando ele me respondeu que não voltaria aquela noite, que ele iria para Balneário Camboriú com o amigo passear de barco. Eu fiquei completamente sem reação, foi um choque. Ele só reclamava de como o trabalho explorava ele, não era flexível e do nada, de uma viagem totalmente espontânea que aconteceu aleatoriamente pra aproveitar um dia de folga num bate e volta, surgiu uma folga no dia seguinte.
Eu não tive como não ser arrastado de volta para os tempos do Karen, onde eu fui trouxa por anos, onde ele matava aula pra transar na escada da faculdade, dizia que ficava até mais tarde no serviço pra não pegar trânsito, mas na verdade ia para dates furtivos de apps de pegação (inclusive tenho uma história ótima com relação a isso da época do Karen), enfim, meu cérebro e meu coração ligaram o sinal vermelho, as sirenes começaram a zunir no meu ouvido, a última coisa que eu queria era ser enganado como fui na minha última relação.
Voltando, Lars não falou mais nada depois disso, fui pra casa naquele dia. Na terça-feira de manhã, outro sinal de alerta, não tinha nenhuma mensagem no celular. Isso poderia ser irrelevante, se a gente não tivesse passado o último mês e meio, trocando várias mensagens e memes da hora que acordava até a hora de dormir. Me senti mal, a conversa tinha morrido da noite para o dia, fiquei angustiado, pois eu estava começando a gostar dele e aquilo mudou da noite para o dia.
Terça-feira se foi, ele em Balneário Camboriú, fotos e stories no Instagram se seguiram e nada desse amigo misterioso.
Finalmente, a noite ele estava voltando e mandou uma mensagem dizendo que estava exausto, mas estava voltando. Nesse momento, minha mente já tinha formulado mil e uma histórias, mas resolvi ser prudente, apesar da angustia que estava sentindo.
Foi difícil dormir aquela noite, na manhã seguinte, ele mandou uma mensagem dizendo que havia chegado, estava exausto, mas estava indo trabalhar.
Nossa conversa, já não era a mesma, algo tinha mudado, as palavras ou a ausência delas são um termômetro para o coração, escrever para outra pessoa é um ato de conexão e o nosso elo havia se rompido.
Foi quando resolvi confrontá-lo.
Segue abaixo a conversa no whatsapp:
[28/11 11:56] Denes: Desculpa, Lars.
[28/11 11:56] Denes: Eu não sei de fato o que aconteceu
[28/11 11:56] Lars: Pelo o que ?
[28/11 11:56] Denes: mas desde terça que eu sinto que nossa conversa morreu
[28/11 11:56] Lars: :(
[28/11 11:56] Lars: Eu que peço desculpas
[28/11 11:57] Denes: se vc puder me dar uma luz
[28/11 11:57] Lars: Questão de conversa tbm não sei ... :(
[28/11 11:58] Lars: Não quero ser cuzao contigo
[28/11 11:58] Denes: me diz o que tá acontecendo
[28/11 11:59] Lars: Gosto olhando no olho
[28/11 11:59] Lars: Gosto de vc
[28/11 11:59] Denes: talvez não haja olho no olho se eu não entender o que está acontecendo
[28/11 12:00] Denes: eu tb descobri que estou gostando de vc
[28/11 12:00] Denes: descobri de uma maneira bem ruim
[28/11 12:00] Denes: só quero que vc me diga
[28/11 12:00] Denes: sem medo
[28/11 12:02] Lars: Eu recebi uma ligação de alguém antes de viajar que me deixou balanceado
[28/11 12:02] Denes: prossiga
[28/11 12:02] Lars: Não gosto da ideia por aqui
[28/11 12:03] Lars: Mas tá bom ...
[28/11 12:03] Denes: por favor, agora que começou, não pare
[28/11 12:03] Lars: Pouco antes de conhecer vc eu tinha acabado um relacionamento ...
[28/11 12:03] Denes: hum
[28/11 12:04] Lars: E tipo ainda algo que me deixa balançado e tal ...
[28/11 12:05] Denes: entendi
[28/11 12:05] Denes: ah...
[28/11 12:05] Lars: E tipo não quero mentir pra vc
[28/11 12:05] Lars: Nem ser um cuzao contigo me entende
[28/11 12:05] Lars: Quero ser sincero sempre
[28/11 12:05] Lars: Não só com vc mas comigo mesmo
[28/11 12:06] Denes: então, o livro de Harry Potter que está com vc, foi um presente de um amigo meu que faleceu esse ano, será que posso pegar com vc na catraca amanhã da Santos Imigrantes
[28/11 12:06] Lars: Sim ... Claro ... Mas queria conversar mais com vc pessoalmente
[28/11 12:06] Lars: Se não se importar
[28/11 12:07] Lars: Tenho um presente pra vc
[28/11 12:07] Denes: eu vou me importar
[28/11 12:07] Denes: por favor, sem presentes
[28/11 12:07] Lars: Tudo bem :(
[28/11 12:09] Denes: amanhã as 8:30 te encontro na Catraca
[28/11 12:09] Lars: :( eu lhe entendo sabe ... Mas confesso que gosto de vc e queria que vc permanecesse na minha vida independente de qualquer coisa
[28/11 12:09] Denes: não será possível
[28/11 12:09] Lars: Tudo bem eu entendo vc ... :(
[28/11 12:09] Lars: Me desculpa
[28/11 12:10] Denes: te encontro amanhã na catraca sem falta
[28/11 12:21] Lars: Hj vc sai que horas do trabalho?
[28/11 12:24] Denes: Desculpa, Lars. Mas eu só pretendo te encontrar para pegar o meu livro. Não, temos nada para conversar. Você não me deve satisfações, justificativas ou esclarecimentos. Apenas o meu respeito. Mas, mesmo assim. Esse ponto final precisa ser colocado.
[28/11 12:25] Lars: Tudo bem eu entendo e respeito vc ... Falei de hj pq posso te entregar hj o livro
[28/11 12:25] Lars: Ele está comigo aqui no trabalho
[28/11 12:26] Denes: Eu saio às 18:00
[28/11 12:26] Lars: Posso te entregar hj o mesmo horário ... Na estação melhor pra vc
[28/11 12:27] Denes: Que horas na Santos Imigrantes vc vai passar por lá?
[28/11 12:27] Lars: Umas 19h a 19:30
[28/11 12:28] Lars: Mas espero a sua hora
[28/11 12:28] Denes: Okay, as 19:00 estarei lá
[28/11 12:28] Denes: Se chegar antes estarei sentado em algum dos bancos da plataforma
[28/11 12:29] Lars: Tá bom
[28/11 12:29] Lars: Sei o que vc vai falar ... Mas desculpas :(
Quando ele falou dessa ligação do ex e ficou balançado, eu senti uma enxurrada de sentimentos negativos, o tsunami de chorume que eram as mentiras do Karen voltando a tona. Todas as desculpas esfarrapadas, parecia que eu estava vivendo tudo outra vez.
Eu estava cego, na gana de não querer cometer os mesmos erros do passado, acabei sendo seco, duro e intolerante, condenando um pelos erros de outro.
Eu já tinha sentenciado dentro de mim que aquela viagem foi algo que ele tinha programado com o ex e que tinha ido com ele e que eles tinham se acertado e que ele queria me manter como step se nada desse certo. Enfim…
Nesse mesmo dia, fui buscar o meu livro (um fato curioso, esse livro que foi presente de um amigo que veio a falecer em 2019, foi um presente pra me lembrar o quanto eu sou uma pessoa corajosa, era a edição de 20 anos da Pedra Filosofal nas cores da Grifinória e dentro ele escreveu a famosa frase da Luna "As coisas que perdemos sempre acabam voltando para nós. Mas nem sempre na forma em que pensamos." https://imgur.com/a/ebJFd2U
Ironicamente, quando paro pra olhar isso em particular, penso na grande ironia de tudo.
Eu cheguei antes na estação, fiquei esperando, sentado num banco na plataforma, vendo vários trens passando, várias pessoas descendo na estação vindo depois de mais um dia de trabalho. A minha ansiedade estava a mil, eu queria chorar, estava angustiado com tudo aquilo, pior, sem entender como "tinha cometido" o mesmo erro outra vez.
Ele chegou uns 15 minutos depois, estava com o livro na mão, eu peguei o livro e então ele me estendeu os braços pedindo um abraço, fiz com ele o que eu devia ter feito com o Karen, olhei para ele com a minha pior cara de desgosto e nojo e falei "Adeus", virei as costas e deixei ele lá.
Hoje, não me orgulho do que eu fiz, sinto vergonha quando penso, mas para que vocês entendam aquele gesto, mesmo ele não sabendo, era algo traumatizante, no término com o Karen, quando coloquei minhas malas e meus livros no táxi, ele chegou até mim e na maior cara de pau, na sua maior interpretação pra burguês ver, ele me pediu um abraço e o trouxa aqui cedeu esse abraço, então ele sussurrou no meu ouvido "Sou eternamente grato por tudo o que a gente viveu e você vai sempre poder contar comigo para o que você precisar" e quando eu precisei o que eu ouvi? "Não tenho obrigação nenhuma de te ajudar."
Quando eu saí da estação, bloqueei o Lars em todas as redes sociais, Facebook, Instagram, Whatsapp e até o número dele pra ele não me mandar SMS ou ligar. Não queria nunca mais ouvir falar dele pelo resto da minha vida.
Alguns dias se passaram e a Karls me contou que Lars havia mandado mensagem para ela no Instagram dizendo que estava preocupado comigo, queria falar comigo e eu irredutível falei que nunca mais queria saber nada a respeito dele.
Então ali eu tinha colocado uma pedra em cima desse assunto, vida que segue.
Dezembro de 2019
Karls é uma garota muito linda, mas em todos esses anos de amizade ela só se envolvia com os piores caras do Tinder, uma fase da vida dela que fazemos piada, mas que se você olhar atentamente, era bem triste.
Ela tinha o sonho de conhecer um cara bacana, compartilhar momentos, viver toda aquela fantasia de namoro, dormir abraçada, assistir anime, cantar músicas da Disney e cozinhar todos os pratos possíveis de todos os programas de culinária que existem no mundo.
Depois de anos, esse cara apareceu. Vamos chamá-lo de Darls.
Darls é um cara super carismático, que faz amizade por onde ele passa, falador, contador de piada, solicito, uma pessoa que todo mundo iria adorar ter como amigo.
JANEIRO 2020
Parecia que Darls sempre esteve nas nossas vidas, Akarls e eu o recebemos de braços abertos, pois víamos o quanto ele fazia Karls feliz.
Logo ele começou me pedir dicas e mais dicas de coisas que fariam a Karls feliz e nesses 5 anos de amizade eu era a pessoa que mais sabia de tudo o que a Karls gostava.
FEVEREIRO 2020
Eles oficializaram o namoro, (meio rápido, mas…), então ela entrou numa tour para conhecer todas os amigos dele, pois ele queria apresentar a namorada para as pessoas importantes na vida dele.
Darls mora a 35km de distância, num bairro distante, 2 horas de viagem no mínimo, mas ele sempre estava vindo passar mais tempo aqui.
MARÇO 2020
Pandemia chegou, isolamento social foi instaurado, pessoas em casa. Eu sou editor de vídeo, então estou trabalhando em casa desde que esse inferno começou. E quem acabou vindo para cá, também? Exatamente, Darls.
A companhia dele era agradável, e por vermos Karls feliz, nada objetamos, aceitamos naturalmente a estadia dele aqui. Mesmo que nunca tenhamos conversado isso entre nós, foi natural olharmos para a felicidade dela.
ABRIL 2020
Um mês de quarentena, eu sou uma pessoa ansiosa. Solteiro que passou da barreira dos 30, já havia sentenciado que não conheceria ninguém e morreria só, pois já estava sem esperança de conhecer alguém em um mundo sem um vírus mortal, imagina em um mundo onde estar perto 2 metros de alguém pode ser sua sentença de morte.
Eu comecei entrar numa crise terrível, comecei trabalhar demais, a fazer 12 horas de trabalho por dia e no meu tempo vago eu comecei a assistir todos os filmes e curtas gays já foram produzidos no mundo. E nisso, fiz a burrada de assistir um filme que superestimei por anos.
Brokeback Mountain.
'O que eu fiz da minha vida?'
Eu fiquei tão mal, mas tão mal, que naquela noite eu fui dormir chorando e os dias que se seguiram eu tive tanto remorso pelo final daquele filme, que certo dia eu comecei chorar na frente da Karls e do Darls enquanto a gente almoçava.
No final de abril, meu tio implorou que eu fosse na casa dele, pois estava tendo um problema entre minha mãe e minha irmã e ele estava preocupado da minha mãe acabar se metendo em um avião e vindo pra São Paulo no meio de uma pandemia. Fui, como se eu já não estivesse colapsando, ainda tinha que resolver o problema de outras pessoas.
Naquela semana, eu assisti um vídeo, tenho 80% de certeza que foi no LubaTV os outros 20% acho que foi no canal do Henry Bugalho, que falava sobre perdão, algo do tipo "se não perdoamos, do que adianta pedirmos desculpas" e eu já estava muito reflexivo.
De noite, eu estava no apartamento do meu tio, quando recebi uma notificação de que alguém tinha me seguido no Twitter.
Abri a notificação e vi que era o Lars me seguindo quase 6 meses depois. Ele não tinha twitter e tinha criado uma conta por causa da quarentena.
Minha primeira reação foi bloquear ele, mas aí bateu aquele turbilhão de coisas acumuladas nessa quarentena. O final de Brokeback Mountain, a fala sobre perdão e um detalhe sobre o Lars que pesou muito, ele tem diabetes, acho que é um tipo raro, ele desenvolveu super novo, ele toma dois tipos de insulina, ele é grupo do risco.
Sentei no sofá e me perguntei, 'o que ele queria depois de todos esses meses? Ele não entendeu o meu "Adeus"?'
Pois, bem. Fui até o Instagram, desbloqueei ele e mandei a seguinte mensagem:
"O que você quer?"
Ele levou uma meia hora pra me responder, o 'digitando…' parecia eterno.
Resumindo, ele falou que se importava muito comigo, que eu marquei a vida dele, que nunca quis se distanciar de mim, que jamais foi a intenção me magoar com o que quer que tenha acontecido e que nunca dei a oportunidade dele se explicar.
E eu respondi, que não importava o que ele tivesse para me dizer, não ia mudar a opinião que eu tinha sobre ele.
Ledo engano, meus caros.
Fui dormir às 4 da manhã, tirei tudo de dentro de mim, tudo o que eu inventei na minha cabeça. Porque no meu relacionamento anterior eu ouvi tantas mentiras, que acabei jurando que qualquer um iria mentir para mim, era o único referencial que eu tinha.
Só para que vocês saibam, era realmente um amigo, as fotos que ele tirou junto com o amigo no Beto Carrero, foram todas no celular do amigo a folga da Terça-feira, o chefe dele estava devendo uma folga para ele e como ele não iria poder tirar essa folga a mais do que as que estavam previstas para Dezembro, o chefe deu a folga pra ele na terça para que ele aproveitasse mais um dia de viagem. E sim, o ex dele ligou, ele ficou balançado, pois eles tinham tido uma história recém terminada, mas ele me contou, primeiro porque eu insisti, mas também porque ele não queria mentir pra mim, já que eu tinha todo esse problema com mentiras, então ele queria ser honesto comigo desde o início e que nunca foi a intenção dele voltar com o ex, tanto que ele não voltou, ele queria estar comigo, e que mesmo tendo passado todo aquele tempo ele nunca tinha me esquecido e não tinha desistido de mim.
Eu falei para ele que não sabia como reagir a tudo aquilo, disse que não sabia se seria capaz de confiar nele. E que ele não tivesse esperança, mas que eu iria refletir sobre tudo aquilo.
Então eu voltei pra casa e compartilhei a história com Karls e Darls.
Karls ficou meio com o pé atrás, mas Darls me apontou os erros que eu cometi, me fez enxergar o quanto eu tinha exagerado pelo medo e desconfiança que eu tinha, que não tinha nada a ver com Lars e minha ficha caiu.
Agora, tudo o que me restava era o meu orgulho, eu precisava passar por cima disso.
Voltei a conversar com Lars, aos poucos, foi difícil no início, mas ele foi muito tolerante, eu expliquei que não estava sendo fácil voltar a conversar com ele, mas que compreendi que muito daquela situação era culpa minha.
Ele começou a me mandar mensagens de manhã e a noite, de bom dia e boa noite e esporadicamente algum meme. Foram duas semanas conversando quando houve a necessidade da gente se ver. Eu não sabia como iria reagir.
Sim, ele viria aqui em casa no meio de uma quarentena, mas antes que cresça os julgamentos, moramos próximo um do outro, ele viria a pé, sem pegar nenhuma condução e num horário de pouco fluxo.
MAIO 2020
Então comuniquei que ele viria aqui em casa para Karls, Akarls e Darls. Aparentemente, achei que todos tinham recebido a notícia de bom grado.
Ele veio, a primeira coisa que ele fez foi ir para o banheiro tomar banho, com Covid não se brinca. Depois, sentamos e conversamos, e mais uma vez, eu falei tudo de novo, dessa vez olhando no olho, colocando tudo a limpo, uma conversa franca, contei de todas as impressões que eu tive de tudo o que aconteceu, como a narrativa se construiu na minha cabeça e porque agi da maneira que agi.
Em contra partida, ele disse que estava tudo bem, disse que ficou muito chateado, mas os amigos dele conversaram com ele dizendo que tinha um motivo para eu agir como eu tinha agido. Ele me falou que nunca me esqueceu e queria ter uma oportunidade de conversar comigo e esclarecer as coisas, pois sabia que tudo tinha sido um grande mal entendido. Ele falou que mandou várias mensagens para a Karls, mas não obteve resposta. E quando ele me mandou o convite no Twitter, ele disse que seria a sua última tentativa de se aproximar de mim, se não desse certo, ele mesmo desistiria de tudo.
Ele passou três dias aqui em casa, eu não me abri tanto com ele com relação a isso, mas eu senti muito remorso por como as coisas aconteceram por minha causa.
Outra coisa, lembra na mensagem, quando ele falou que tinha um presente para me dar e eu falei que não queria? Ele trouxe o presente, ele guardou o presente todo esse tempo e disse que toda vez que via o presente, ele lembrava de tudo o que a gente viveu e a coisa que ele mais queria era me dar esse presente, que ironicamente ele comprou na viagem para o Beto Carrero.
Era um funko do Harry Potter, já que eu amo muito Harry Potter. (Não, não sou transfóbico, eu amo Harry Potter desde 2000). http://imgur.com/gallery/cah0Ry7
Ele voltou pra casa dele. Continuamos a nos falar, reatar laços, ter essa troca.
Compartilhei minhas impressões com Karls e Darls, eu estava relutante, desacreditado. As pessoas subestimam relacionamentos abusivos, mas a gente carrega coisas por anos, os estragos são terríveis, estava eu provavelmente estragando uma oportunidade de ser feliz por medo de ser feliz.
As coisas foram devagar, estávamos conversando de nossas rotinas na quarentena, ele o quanto sentia falta do trabalho e não aguentava mais assistir séries e eu o quanto estava trabalhando e engordando, já que editor de vídeo trabalha em casa, praticamos isolamento social antes disso "estar na moda" (✌️ salve editores do canal, eu juro que tô escrevendo essa história que já passa de 4 mil palavras, pensando se realmente o Luba lerá essa história na Turma-Feira, fico imaginando no trabalhão que vocês vão ter pra editar, se eu puder pedir, posta a Timeline pra eu ver como ficou no final, curto muito timelines [Sim, pra quem não entende, isso é meio creep]).
JUNHO 2020
Lars voltou, veio para estar comigo no meu aniversário, inclusive ele me presenteou com Find Me do André Aciman, ele disse que queria me dar a muito tempo, pois em novembro do ano passado eu estava lendo Call me by your name e eu estava namorando pra comprar o livro quando fosse lançado, mas não deu nem tempo dele poder comprar na época.
No meu aniversário, resolvi cozinhar para comemorar, fazer escondidinho de frango. Eu estava de folga e queria fazer algo especial para Karls, Darls, Akarls e Lars. Eu passei a tarde e começo da noite cozinhando e Lars me ajudando.
Então, aconteceu o estopim de todo o caos.
Karls e Darls desceram e viram que o escondidinho não estava pronta ainda, ela fechou a cara e disse "Nossa, ainda não está pronto?". Depois eles fizeram um sanduíche e comeram e subiram, bastou aquilo pra me entristecer, até entendo que ela poderia estar com fome, mas ela bater porta de armário e a porta da geladeira acabou todo o meu ânimo, me senti super mal.
Comi aquele escondidinho triste, o clima na mesa estava tenso e na boa o que era pra ser uma comemoração no que eu acreditava ser entre família, foi a porcaria de um jantar de aniversário que eu perdi tempo fazendo.
Lars voltou pra casa dele, continuamos nos falando e estreitando os laços, aproveitando a companhia um do outro, e finalmente no meio de toda essa situação de merda que estamos vivendo no planeta, senti uma esperança de que talvez tudo daria certo, pelo menos uma vez.
Mais uma vez, ele veio passar o fim de semana aqui em casa, e foi divertido, assistimos filme, contamos piadas e o melhor, eu estava podendo dormir abraçado com ele, por a cabeça no travesseiro e não me sentir só.
JULHO 2020
O mês do caos, eu odeio Julho, por tantos motivos, sério. Eu tenho inúmeras histórias de desgraças nesse mês que PQP (Gif da Xuxa).
Lars me mandou mensagem dizendo que ele teve uma briga terrível com o sobrinho dele, na briga eles só faltaram sair na porrada, ele falou que estava mal por estar na casa da irmã dele e por toda essa indisposição com o sobrinho que tem 18 anos e é um completo folgado. Ele disse que iria procurar um lugar pra ficar, mas até lá, ele perguntou se poderia ficar aqui até encontrar esse lugar.
E como eu já fui colocado pra fora de casa pelo meu tio e me vi sozinho, eu sei o quanto é importante ter alguém pra estender uma mão amiga nessa hora.
Eu respondi que sim, mas que ia comunicar o Karls e o Akarls. Expliquei a situação Lars e eles falaram que tudo bem.
A Karls começou a fazer um freela permanente em um grande estúdio aqui de SP, então ela já não estava ficando em casa e quando estava, ficava a maior parte do tempo com o Darls, que ficou aqui em casa, mesmo ela trabalhando regularmente, já que as coisas estão flexibilizadas por aqui.
A princípio, Lars ficaria aqui até dia 10, ele tinha acertado de ir morar com um pessoal que ele achou num grupo do Facebook, mas o lugar onde esse pessoal ia morar não deu certo, pelo o que ele me contou, foi lance com a Porto Seguro, ele ficou decepcionado, porque os meninos eram legais. Então, ele voltou para a busca de encontrar um lugar pra ficar, eu inocente disse que ele poderia ficar o tempo que precisasse.
Interiormente, eu queria me redimir por toda a injustiça que foi o nosso início, queria fazer certo dessa vez, pois ele estava sendo bom pra mim e eu nunca tinha tido isso, esse convívio.
Enquanto ele estava aqui, comecei a ter companhia para o almoço, passei a comer direito, já que ele é obrigado a comer certo por causa da diabetes, eu estava até me alimentando nos horários certos. As noites assistíamos séries abraçados, até a hora de dormir. Parecia um oasis no meio de todo esse inferno que estamos vivendo, por um único instante eu esqueci de tudo de ruim.
Nesse período, ele estava procurando vários quartos, mas só encontrava cativeiros sendo alugados por mercenários.
Conforme o mês ia passando, Karls estava bem estressada com tudo e quando estava todo mundo na cozinha, ela parecia evitar querer falar com ele. No início, eu pensei que fosse TPM ou alguma coisa em particular dela com Darls.
Mas eu tive certeza que era alguma coisa com o Lars, no dia que estávamos jantando e ela veio informar que o botijão de gás tinha acabado e ela tinha comprado um novo, mas ela insinuou que estávamos cozinhando demais. Eu fiquei, sem reação, pois não esperava por aquilo, como eu falei, ela e o Darls estavam fazendo todas as receitas que existiam na internet, como que o Lars 10 dia aqui era a causa do botijão ter acabado?
Então aquilo começou a ficar espinhoso e o meu erro foi não ter confrontado. Eu comecei a me sentir acuado com o Lars e não sabia o que fazer, ele já estava numa puta situação frágil por ter saído da casa da irmã por indisposição com o sobrinho e a coisa que eu mais queria era que ele se sentisse confortável na minha própria casa.
No meio de tudo isso, ele voltou a trabalhar e eu passei a acordar cedo junto com ele, pra tomar café e abrir o portão pra ele poder sair, num desses dias, eu levantei e fui no banheiro e enquanto eu usava, a Karls bateu na porta perguntando quem é que estava lá dentro de uma maneira meio ríspida, no caso era eu, mas o Lars viu a situação toda, ele não me falou, mas eu reparei que ele parou de tomar banho de manhã antes do trabalho. Dizia ele que o banho da noite era suficiente.
Depois, ele parou de tomar café da manhã, disse que tomaria café na cafeteria que ele trabalha.
A próxima coisa que aconteceu foi um dia que eu estava na cozinha e fui informado que Karls e Akarls decidiram que não iríamos mais fazer as compras de mercado juntos. E que só manteríamos os produtos de limpeza e higiene e que o resto era cada um por si.
Confesso, que na hora não compreendi o que estava acontecendo, eu estava muito desligado, na verdade não acreditava que os meus amigos estavam me excluindo por causa do Lars, eu estava sendo ingênuo, pois não imaginaria que aquilo estava acontecendo.
No meio desse caos todo, Lars, virou pra mim e disse que a irmã dele pediu que ele fosse na casa dela. Então ele iria direto do trabalho e dormiria lá no sábado para o domingo, já que estaria de folga e voltaria pra cá no domingo a noite.
Só que ele não voltou, ele disse que a irmã dele pediu para que ele dormisse lá mais uma noite. Pensei, okay, ele vem então amanhã direto do trabalho pra cá, mas aí ele não veio na segunda, foi quando o peso de tudo bateu.
A essa altura eu já estava angustiado com tudo aquilo e direcionei minha frustração para o lado errado, em vez de confrontar quem estava causando toda essa situação insatistória, eu cobrei dele, porque ele não estava aqui. Perguntei, porque ele não queria estar mais aqui. Ele falou que queria. Então, eu perguntei porque o domingo, virou segunda e agora a segunda virou terça? Ele hesitou, aí eu perguntei se era por causa da Karls e ele disse que só não queria incomodar ninguém.
Eu fiquei mal, por ele se sentir mais incomodado na minha casa do que na casa da irmã dele com o sobrinho folgado que estava fazendo da vida dele um inferno.
Fiquei desapontado, ele veio na quarta, conversei com ele, disse que iria conversar com a Karls sobre toda essa situação. Mas já era tarde.
Era a última semana de Julho, e antes mesmo que eu pudesse conversar com a Karls, Akarls chegou dizendo que não dava mais para dividirmos a conta de água como estávamos fazendo, por 3, teríamos que dividir por 5, já que a conta ficou mais cara.
Na sexta-feira daquela semana, Lars encontrou um quarto numa casa que ele meio que alugou as pressas e ele se mudaria na primeira segunda de agosto. Quando eu pude confrontar Karls, no sábado, sobre tudo aquilo, já era tarde. Falei que fiquei chateado deles quererem repartir a conta da casa por 5 com o Lars pelo mês que ele passou aqui, mas isso nunca foi nem cogitado nos 5 meses do Darls aqui. Falei que fiquei decepcionado por ela não ser capaz de enxergar a minha felicidade. Por não ser capaz de ver o quanto eu estava feliz, como eu enxerguei a felicidade dela com o Darls e o recebemos de bom grado dentro de casa por causa da felicidade dela. Disse que foi muito cômodo pra ela ter alguém pra poder dormir junto, assistir coisas juntos, ter os momentos a dois e quando eu pude ter o mesmo, ela não olhou para mim com os mesmos olhos.
Enfim, Lars se mudou, tomei esse tempo que poderia estar assistindo uma série com ele para escrever tudo isso. Angustiado e decepcionado. Darls não tem culpa de nada do que está acontecendo, mas agora acho completamente injusto ele estar aqui e o Lars não estar, não sei o que fazer, minha vontade é de falar, "acabou a quarentena para os dois, pode voltar para sua casa". Me sinto injustiçado e triste por alguém que eu amo tanto, não ter sido capaz de enxergar que eu estava feliz. É isso, estou esperando a próxima sessão da minha terapia e Karls e Darls estão lá no quarto dela e eu estou só.
E para finalizar, essa foi minha conversa agora a pouco com o Lars.
Lars https://imgur.com/gallery/PRrxEI6
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2020.08.06 04:54 alltheholycrap Sem saida

Mais ou menos por essa época do ano há 3 anos atras foi a primeira vez que percebi que eu estava depressivo e até hoje não consegui achar uma direção para melhorar.
A historia é grande e isso é mais um desabafo do que qualquer outra coisa, então agradeço para aqueles que tiverem tempo e vontade de ler.
Tenho 32 anos, homem, casado e pai de um menino maravilhoso de 2 anos. Eu e minha esposa nos mudamos para o Canada a quase 8 anos atras e lutamos muito nos primeiros anos e tivemos uma vida bem puxada e bem ferrados de grana, com dois empregos e fora de casa das 9am as 2am praticamente todos os dias.
Minha esposa, principalmente sofreu muito no começo, pensando varias vezes de abandonar os planos e voltar para o Brasil mas fomos persistentes e conseguimos superar essa fase. Hoje somos residentes permanentes, temos carreiras razoáveis e uma vida confortável, embora ainda tenhamos problemas com grana, mas pelo menos trabalhamos as 8 horas por dia e não passamos fome.
Meus problemas começaram a mais ou menos 4 anos, não sei exatamente como começou mas a vida começou a perder a graça. Fiz algumas coisas para tentar reconquistar o gostinho de viver, mudei de carreira, fui para programação que é uma area que sempre me agradou muito e sempre fui confiante no que eu fazia, na minha inteligencia e me sentia preparado para encarar qualquer desafio mesmo com pouca experiencia.
Consegui meu primeiro emprego, fiquei muito empolgado e me dediquei bastante nos primeiros 6 meses e aprendi muitas coisas mas alguma coisa sempre estava faltando.
Enquanto estava nesse primeiro emprego minha esposa engravidou, já estávamos tentando a alguns meses, e foi uma época muito boa que ela estava com um humor maravilhoso e mesmo com as mudanças de rotina com o bebe em casa foi uma fase agradável, mas algo sempre tava errado. Eu não percebia na época mas meus amigos se afastaram, não só porque eu parei de procurar todo mundo com um bebe pequeno para cuidar mas também porque eu estava azedo, sendo grosso, pegando no pé dos meus amigos por coisas bobas, brigando por besteiras e fazendo comentários maudozos .
Quando o bebe já estava um pouco maior, voltei a procurar mais meus amigos, os que eu ainda tinha contato mas eu sinto que eu não sou mais o mesmo. Perdi o meu espirito divertido, nunca tenho vontade de falar com ninguém e não consigo mais me dedicar as amizades.
Fora isso, depois que passou a empolgação inicial da nova area, eu perdi a vontade de estudar, fazia o mínimo possível no trabalho por que não tinha mais vontade de fazer nada. Tenho um projeto paralelo que sinto que daqui a pouco meu socio vai pedir pra eu sair, porque mesmo eu amando a ideia do projeto me falta vontade de me dedicar.
Nos outros aspectos da vida eu não tenho vontade de comer, não consigo me concentrar em nada por mais de alguns minutos, não consigo fazer exercícios físicos, não consigo me abrir com as pessoas, parece que minha vida esta passando e eu não estou vendo, nunca lembro de nada, me sinto sozinho e nem mesmo minha esposa e familia fazem ideia o que se passa na minha cabeça. Não consigo mais contar quantas vezes por dia me passa na cabeça que sou um merda e todas as noites eu vou dormir pensando em como seria melhor eu me matar e acabar com isso logo, acho que se não fosse pelo meu filho que precisa de mim, já teria feito isso.
Já procurei ajuda de 3 psicólogos, nenhum me ajudou, sentia que eu falava mais o que eles queriam ouvir do que o que eu deveria estar falando e sai da consulta me sentindo pior do que como entrava. Tentei conversar com meu médico de familia aqui (não posso ir direto para um psiquiatra), ele me disse pra fazer exercícios de mindfulness e ter paciência que as coisas melhoram, , e eu sem a minima vontade de discutir acabei aceitando.
Ainda assim tentei colocar rotinas, fazer exercícios e tratar minha mente, nada nunca passou de poucos dias de vontade e caia no esquecimento, isso foi a mais de um ano atrás e nunca mais tive coragem de voltar pra dizer que não ajudou em nada, sei que ele vai achar que é besteira, vai falar alguma coisa pra eu me sentir ainda pior por ser tao fácil e eu não conseguir, e vou me arrepender de ter ido lá me ‘humilhar’.
Meu casamento não ajuda em nada, as vezes tenho duvidas se a minha esposa esta na mesma situação que eu ou se ela simplesmente parou de se importar comigo. É muitas vezes um relacionamento abusivo por parte dela, e eu por faltar coragem de encarar e brigar, fico calado, aceito a situação e acho que isso deixa a situação cada vez pior, eu fico puto, chateado e penso que nunca mais vou aceitar nada, no outro dia ela é querida e amável e eu penso que não vale brigar e assim as coisas estão indo a anos. Ela tem um temperamento difícil, não deixa nenhuma reclamação passar em vão e não perde a chance de apontar pra mim quando eu faço qualquer coisa errada e me jogar na minha cara que estou errado.
Sempre achei ela uma boa mãe e me deixava feliz ver como ela lidava com o nosso filho.
Assim que o COVID chegou por aqui ficamos de quarentena em casa, ela trabalha em uma escola que foi uma das primeiras coisas que fechou por aqui e eu trabalhava de casa, fui demitido junto com quase todo meu time assim que a empresa viu que o comercio iria fechar.
No começo encaramos como umas ‘ferias’ com a familia toda em casa e foi divertido, mas logo passou e a rotina se tornou muito difícil. Ela mal cuidava do nosso filho, estava sempre cansada e/ou com algum problema (dor de cabeça, dor nas costas, dor de barriga, chateada com alguma coisa, etc), o que me deixou muito sobre carregado cuidando do nosso filho praticamente sozinho, cuidando da casa, procurando emprego e tentando tocar meu projeto paralelo, meses se passaram assim e eu estava a beira de fazer alguma coisa mais radical.
A escola voltou a funcionar por aqui e nas ultimas 3 semanas eu tenho conseguido me ‘dedicar’ a procurar um novo emprego e tocar meu projeto, mas sinto que nunca estive tanto no buraco como estou agora.
Não consigo tocar nada do projeto, não consigo estudar por mais de alguns minutos por dia para as vagas que estou aplicando, não consigo mais conversar com a minha esposa, comecei a jogar como doido nos primeiros dias e agora nem isso tem graça. Simplesmente não sei o que fazer, to me sentindo mais sozinho, inútil, incompetente e sem futuro do que nunca.

Obrigado quem teve paciência pra ler isso tudo
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2020.08.05 22:04 Miguetx Fui expulso de casa e meu cachorro morreu. Ou sobre como eu aprendi a não confiar mais nem na minha sombra.

Senta que lá vem a história e o texto é longo.
Tudo começou no segundo mês da quarentena. Até então eu tinha uma relação aparentemente saudável com minha madrasta, afinal eu passei os últimos 4 anos da minha vida trabalhando e estudando feito um condenado. Saia 6 da manhã de casa e voltava só às 23, então nosso contato era bem reduzido, o que levou a uma falsa sensação de segurança. Digo, pra mim parecia verdadeira, mas depois descobri que quando a gente ta tranquilo o diabo vem e morde nosso pé, não da pra baixar a guarda nunca. Apesar de uma adolescência conturbada (minha madrasta era viciada em pó, aos 13 eu desisti do ensino médio por trocar a aula pelo boteco), adulteci e virei uma pessoa decente então nossa convivência melhorou 100%.
Aqui cabe dizer que eu confiava na minha madrasta. Nos últimos anos contava pra ela todos os meus segredos. Porra, ela foi a primeira pessoa pra quem eu sai do armario e me assumi não-binário e a única da familia inteira a saber que eu vou pra umbanda.
Porém veio a quarentena e com ela o home office. No começo, mesmo comigo dando aula online, ela me tratava como se eu fosse o empregado dela, obrugado fazer tudo que ela mandava. Várias vezes reclamei, em tom de brincadeira - mas que na real é vdd, que não era empregado dela, inclusive tinha minhas coisas pra fazer. Todas as vzs ela dizia rindo, em tom também jocoso, que "sim eu era". Fui levando, até um dia que nao aguentei e falei que se ela quer beber o dia inteiro deitada na cama, ela que tivesse a decência de fazer a própria bebida pq eu não sou empregado de ninguém.
Foi nesse momento que as coisas mudaram.
A partir de então percebi que eu não tinha mais valor nenhum pra ela, que não o de empregado. Constantemente ela dizia que "eu não fazia nada" e "não prestava pra nada". Agora eu preciso explicar que eu sou formado em Letras numa universidade federal. Digo isso não pra me gabar, mas pq conseguir meu diploma foi a coisa mais difícil da minha vida. Era trabalho + estudo das 6 as 23, todo dia. Tiveram dias em que eu passei fome na faculdade. Teve um dia em que um segurança trntou me expulsar de um banco pq eu parecia um mendigo dormindo lá, e não podia (foi engraçado pq na epoca eu não só estudava lá, como também estagiava na Universidade, então fiz um auê e levei a coisa até o diretor. Meses depois criaram uma sala só pras pessoas dormirem). Foi difícil, mas mesmo me desdobrando em 3, consegui meu diploma e me sagrei professor.
Então me doía ouvir isso de alguém que eu confiava tanto. Ainda mais pq essa pessoa sabia de todas as coisas q eu passei pra chegar aqui. Sem contar a própria hipocrisia de ouvir de alguém que está desempregada há mais de 4 anos e é alcoólatra que EU era imprestável. Mas tudo bem, fui levando e aguentando mesmo com esse peso no peito.
Então um dia ela veio pegar a roupa pra lavar e eu disse "pode deixar que eu lavo minha roupa". Foi quando ela começou a gritar que eu era uma criança birrenta, e que se fosse assim, eu que fosse lavar a roupa na minha vó então que a máquina dela eu nao ia usar. Até aí tudo bem, fui levando e dizendo q a unica coisa q disse era que ia lavar minha roupa sozinho, não é motivo pra stress. Nessa hora ela disse o seguinte "não faz nada e agora fica se fazendo".
Nessa hora não aguentei e gritei que eu não ia ficar ouvindo de uma alcoolatra desempregada que eu não fazia nada. Não comigo tendo um diploma e um emprego. Foi quando a louca resolveu vir na minha vó e continuar gritando comigo na frente dela. Quando eu respondi a mesma coisa, na frente da vó, ela disse que nunca tinha dito isso e eu era um filho da puta. NA. FRENTE. DA. MINHA. VÓ. E que eu que ficasse morando com minha vó e não pisasse mais lá na casa do meu pai.
Alguns minutos e meu pai liga pra minha vó dizendo que minha madrasta ligou dizendo que ela tinha me pedido pra comprar papel higiênico, eu fiquei louco e comecei a gritar com ela. De noite ele vem aqui, nem me cumprimenta e diz que "era pra eu ir lá resolver a cagada que fiz". Respondi na maior calma que essa atitude dele era tudo que eu precisava pra finalmente entender que ele nunca se importou comigo de vdd, apenas com a imagem de ter uma família. E que eu não ia pedir desculpas pq eu não tava errado, ele conhece a mulher que tem. Desde então ele não tem olhado na minha cara.
Três dias depois meu cachorro morreu. Ele era idoso e precisava que alguém levantasse ele pra tomar água. Eu queria não pensar nisso, mas nada me tira da cabeça que ele morreu de sede por negligência dos dois. Agora eu me tornei incapaz de confiar em alguém.
Por fora eu tenho que colocar a cara mais forte possível, como uma rocha inabalável em meio ao quebra-mar. Ontem disse pra vó que não faço questão de manter contato algum com nenhum dos dois, o que é verdade. Mas por dentro eu to destruído pq eu confiei na minha madrasta. Eu nunca imaginei que de todas as pessoas que pudessem me esfaquear assim, ela fosse uma... isso me faz pensar que é melhor não abrir mais guarda pra ngm, e me fechar ao máximo repelindo qualquer tentativa de aproximação de alguém. Eu não quero isso, mas uma facada dessas deixa marcas.
Enfim, precisava tirar esse peso do meu peito. Eu to destruído por dentro, mas tudo bem. Os chineses restauram porcelana com fios de ouro, então nem sempre se quebrar é o final. Às vzs vc pode sair disso como algo mais belo e forte.
Mas isso não quer dizer que seja fácil passar pela tormenta.
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2020.08.05 20:44 Next-Jackfruit-1918 Violação

Eu tenho 16 anos, fui pela primeira vez a sério ao ginecologista porque comecei a namorar, queria saber se estava tudo bem, tirar algumas dúvidas, pedir a pílula, coisas normais que se deve fazer. Eu queria escolher a ginecologista onde ia mas a minha mãe obrigou me a ir ao ginecologista dela, disse me sempre que ele era um excelente médico, que foi o médico que a acompanhou quando ela estava grávida de mim e quando eu nasci. Por isso não tive opção, tive de ir ao médico dela, fui a uma primeira consulta e já não me senti bem, não gostei dos olhares, não gostei de ser um médico homem, não gostei da forma que me examinou.....contei isso a minha mãe ela disse que eu estava a fazer filmes para chamar a atenção, e para poder escolher eu a médica que quisesse, não me deixou trocar e não fez nada...uma semana depois o médico ligou a minha mãe, disse que se esqueceu de fazer um exame importante, que eu tinha de la voltar, a minha mãe obrigou me a ir. Desta vez a consulta era no consultório dele, não era no hospital, quando eu cheguei ao consultório já achei tudo muito estranho, não estava lá mais ninguém, nem rececionista, nem pacientes, ninguém...quando entrei para a consulta, ele nem falou comigo, mandou me tirar a roupa toda e deitar na marquesa com as pernas nos suportes, fiquei aflita, não me sentia bem com isto, mas tive de o fazer, quando acabei de me deitar, apareceu um outro médico, tentei tapar me o máximo que consegui mas ele veio em direção a mim e amarrou as minhas mãos e colocou me um pano na boca, e o outro amarrou me os pés, o médico da minha mãe virou se para o outro e disse: “Vês! Eu disse te que está valia a pena! Está ainda está apertadinha”. Não consegui fazer nada, não me conseguia mexer, não conseguia gritar, eles violaram me, por quase uma hora...tiraram me o que eu tinha de mais valioso, a minha virgindade, a minha inocência...a vez violavam me tanto na minha vagina como na parte de trás, quando acabaram disseram me que se eu abrisse a boca ninguém ia acreditar, que eu era uma miúda e eles médicos conceituados, não havia testemunhas, e que a minha mãe o conhecia bem, que ela nunca ia acreditar na minha história, e que ainda por cima como a minha mão não ia acreditar ele continuaria a ser meu médico é que me ia violar as vezes que tivesse vontade, e que tinha muitos mais amigos com vontade de me conhecer. Ele tinha razão, ela já não tinha acreditado antes, não ia acreditar daquela vez, eu vesti-me sai de lá a correr e fiquei calada, não contei nada, tudo isto aconteceu ha 6 meses. 2 meses depois de tudo acontecer, eu descobri que estava grávida, nesse momento eu tinha de contar a verdade, a minha mãe não acreditou em mim, chamou me de vagabunda, puta, oferecida, e ainda foi falar com o meu namorado que também não acreditou em mim, e que acabou tudo comigo, chamou me de puta, traidora, porca, disse que foi bem feita por ir para a cama com outros enquanto não era capaz de ir para a cama com ele, a minha mãe não disse nada ao médico, e expulsou me de casa, no dia que me atirou tudo porta fora disse que se eu era crescida o bastante para abrir as pernas e deixar fazerem me filhos, então também era crescida o bastante para me virar sozinha. Que ela na cria uma prostituta em casa. Tentei ir a polícia, mas quando a polícia falou com a minha mãe ela disse lhes que era um disparate, que ela conhecia o médico há anos, que eu estava a inventar a história porque tinha traído o meu namorado e me tinha corrido mal, a única coisa que a polícia me disse foi que era muito feio mentir e fazê-los perder tempo, mas que desta vez não me acontecia nada. Nunca acreditaram em mim nem por um segundo, tentei que fizessem testes de adn, riram se na minha cara e disseram-me que se eu continuasse a insistir na história, ia presa por difamação,perturbação e falso testemunho. Não tive outra opção senão desistir. Tive de abandonar a escola, consegui um trabalho que mesmo em meio da pandemia consegui manter, faço entregas de uma mercearia. Não é fácil, não só porque não é o que sonhei para mim, mas também porque toda a gente me olha como se eu fosse uma prostituta. A dona da mercearia a muito custo me arranjou um lugar para ficar, vivo na garagem da mercearia, não tem luz, e água só do lado de fora, mas pelo menos tenho um teto coisa que não tive durante 2 meses. Ganho muito pouco e com um bebé a crescer na minha barriga e sem estudos mais ninguém me dá trabalho. Junto cada cêntimo para comprar o que posso para o meu bebé. Toda a minha família, as pessoas que se diziam minha amigas, toda a gente me abandonou, quando alguma delas me vê na rua, ri-se de mim, comenta para o lado e muda de lado da rua. Eu nunca menti, aqueles canalhas violaram me e engravidaram me, e não lhes vai acontecer nada, e o pior é que eu tenho a certeza que já o fizeram antes e que o vão continuar a fazer, mais e mais mulheres/jovens/crianças vão ser violadas por eles e provavelmente vai continuar a não acontecer lhes nada, enquanto eles vivem felizes as vidas miseráveis deles, eu vivo numa garagem sem luz, com água só do lado de fora, a ter de fazer as necessidades num balde, porque só ganho 250€ por mês e não tenho dinheiro para ir para outro lugar, mal tenho dinheiro para comer, e pouco que tenho uso para comprar tudo o que meu bebé vai precisar, sofro porque não sei como vai ser quando ele nascer, não sei se vou conseguir pagar o parto, não sei se mo vão tirar por falta de condições, não sei se me vão meter numa instituição porque vão perceber que não tenho ninguém, não sei se vou ter vida daqui a 16 semanas quando o meu bebé nascer. Eu suporto tudo o que for preciso, mas se me tiram o meu filho, se me tiram o meu bebé eu não aguento, se mo tiram a minha vida deixa de fazer sentido, se afastarem o meu bebé de mim eu vou vingar me dos filhos da puta dos médicos e a seguir eu mato me. Eu não vivo neste mundo nem o meu bebé.
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2020.08.01 17:52 Natalia_Richarde2020 O DIA QUE FUI AMEAÇADA DE MORTE PELA EX

oi luba, turma, gatas maravilhosas, papeis assassinados, editores e possível convidado (que quase nunca tem), hoje vou contar minha triste historia de como fui corna e traída por amigos. bom luba essa é a minha primeira vez participando e espero muito que goste da historia.
ps: estou repostando, pq a anterior tinha alguns detalhes faltando e alguns erros de português ( me perdoe se ainda conter alguns), mas sem delongas vamos a historia.
Eu tinha uma amiga e a gente era bem próximas no período do ginásio e aí quando fomos para o 1° ano do colégio (2015) foi quando eu conheci um menino e a gente sempre foi próximos e por mais que ele trocava de turno na escola (por conta de trabalho),mas isso não interferia nossa amizade e nessa época ele começou a namorar essa amiga minha e cara eu shippava eles pra caralho e sempre apoiava e tudo mais, mas quando foi no 3°ano do colégio (2017) eu e esse meu "amigo" ("amigo" pq eu considerava ele mais um irmão) a gente caiu na mesma sala e aí ele sempre me pedia conselhos sobre o namoro pq segundo o que ele me contava, ela era muito infantil no namoro e tinha ciúmes demais e ainda tinha ciúmes de mim e tipo sempre dei conselhos para ele conversar com ela e assim se resolverem e essa amiga minha em vez de chegar em mim e perguntar as coisas para mim, ela simplesmente mandava outras pessoas perguntar sobre minha relação com o namorado dela e bom sempre fui sincera e sempre falei que considerava ele como meu irmão e que eu e ele não tínhamos nada. Mas ela sempre vinha com as criancices e tudo mais e depois dele passar o ano todo nesse chove não molha ele pediu mais conselhos para mim sobre e eu já tinha dado vários conselhos e o namoro deles não melhorava e o mais sensato quando isso acontece é o término (principalmente quando o diálogo não funciona mais) e aí eu falei para ele que se não tinha jeito que ele terminasse com ela, pq eu não queria o meu irmão sofrendo e assim ele fez e nisso começou o inferno, pois, ele começou a ficar com uma outra amiga nossa e ela começou a xingar eu e essa menina para o colégio todo e sempre quando alguém ia tirar satisfação, bom se fingia de que não tava fazendo nada e que os outros queria envenenar ela para nó,s blz os dias foram passando e aí eu e ele começou a ficar mais próximos, pois a gente cantava no mesmo ministério e aí a gente acabou começando a ficar serio e após 1 mês e começamos a namorar e aí a ex dele veio de mimimi para o meu lado sobre ele e dizia que ele amava ela ainda e aí eu contei que a gente tava namorando e tudo mais e que ele já tinha esquecido ela e que era pra ela seguir a vida dela(maldita hora que fui falar isso) essa menina começou a nos perseguir e nesse meio tempo conheci uma menina (meu namorado que apresentou ela)e ela se tornou uma irmã e ela sempre me ajudava em tudo ( guarde essa "melhor amiga/irmã", pois ela é importante), bom essa ex dele começou a nós perseguir e me atormentar e vindo conversar comigo no whatsapp (na maioria das conversas era nós duas brigando) e vinha postando indiretas para mim (e eu como uma boa pessoa retribuía as indiretas, com outras indiretas) e nessa época eu trabalhava e meu namorado sempre ia lá e passava um tempinho lá para me ver, mas teve um dia que ela viu ele lá e foi lá e sentou do lado dele e começou a me provocar tirando fotos dele e postando com legendas fofas e logo depois ela foi na mulher que cuidava do caixa e era amiga dela (essa mulher era bem próxima minha, era quase uma mãe no trabalho, foi ela que me ensinou tudo e me ajudou com tudo sempre, ou seja ela sabia da historia e ela iria me defender e me contar) e essa garota começou a falar que eu tava atrapalhando o namoro dela com ele e falando outras coisas além disso e tentando me envenenar para ela e meio que querendo que eu perdesse meu emprego, mas essa mulher já sabia da verdade e apenas acalmou ela e falou que se ela namorasse ela o pq de quando ele caiu de moto eu que estava lá do lado dele no hospital e não ela e quem cuidou dele foi eu e não ela e outras coisas e nisso ela saiu e a mulher veio conversar comigo e falar o que ela tinha falado e nisso eu comecei a chorar e tudo mais, pois meu psicológico tava totalmente abalado e estava totalmente frustada com tudo ( e também tinha medo dessa menina fazer eu perder meu emprego, pois era meu refugio aquele trabalho e por mais que era difícil lidar com as pessoas, aquele trabalho me fazia esquecer dos problemas em casa e no pessoal) e aí passou um tempo e ela ainda estava atormentando e um certo dia ela veio falar para ele que tava grávida dele (pois eles tinha feito fuc fuc 1 mês antes da gente começar a namorar ou seja, quando a gente estava ficando serio) e aí ele veio até mim e me contou tudo e eu perdoei ele e aceitei ele mesmo tendo um filho com ela e que estaria aqui para ajudar ambos no que precisar e umas horas mais tarde ela apareceu e começou a forçar ele a terminar comigo e ele falava que não ia terminar e ela ficava insistindo e aí eu perdi a cabeça e comecei a discutir com ela no meio da praça e todos olhando (puta vergonha que passei), mas aí como eu vi que ele não estava bem parei de discutir e ele foi conversar com ela e até que conseguiu fazer ela ir em bora e ai ele decidiu não assumir a criança, porém ajudar financeiramente ela e ela não aceitava essa ajuda nossa e fazia altos dramas ( de como ia ser o filho dela sem pai presente e tudo mais) e até que um dia a gente fez ela fazer exame para a gente realmente saber se era verdade a gravidez (como ela tinha uma certa fama de destruir relacionamentos dos outros, a gente foi ter certeza se procedia a história) e aí no dia que eles marcou os exames, meu namorado ia com ela neh, porem ela não esperou ele e tirou sangue sem ele e isso aí já fez a gente suspeitar da procedência do exame (pq o laboratório não era tao confiável), mas aí passou uns dias os resultados chegaram e dizia que ela tava realmente grávida e ainda sim existia a dúvida de ser dele e ela ainda continuava infernizando a gente e aí sempre que eu pedia conselhos para aquela "amiga" minha, ela sempre falava para mim terminar com ele e nunca me apoiava e tudo mais e isso me fez ter um pulga atrás da orelha sobre fidelidade dela (mesmo ela falando que ele não fazia o tipo dela, pq ela pode estar mentindo e a fama dela não era tão boa assim, tanto que tinha vindo pessoas me alertar sobre ela) e comecei a ficar esperta, pq meu namorado sempre que a gente ia sair ele gostava de passar na casa dela e tudo mais (e também comecei a ficar alerta, quando meu cachorro avançou nela, sendo que ele é amoroso e tem teorias de que cachorro tem o sentido de descobrir que não tem boas intenções e isso já me deixou encafifada e também teve um dia que a gente foi na casa dela e eu meio que me senti excluída ) e aí um dia a gente marcou de ir eu, meu namorado e a ex dele para a gente sentar e conversar sobre e bom esse dia chegou e após muita discussão ele me escolheu e ela não queria aceitar e começou a fazer chantagem e ainda mandando indiretas para mim por celular e a gente discutia sempre no whatsapp e aí teve um dia que ele foi por um ponto final e aí ela me ameaçou de morte e tudo mais (pse ele gravou um áudio sem ela perceber e ela me ameaçava e falava que se ela não podia ficar com ele, que eu não ia ficar e que ela poderia ir pro inferno por me matar, mas ela não se importava) e quando descobri isso fique desesperada e com medo e com raiva por ele nunca por um ponto final e tudo mais e isso tava me fazendo perder muito cabelo e eu ter crises de ansiedade, pois estava aguentando essa barra toda sozinha, pois não tinha apoio de ninguém (minha mãe sabia do namoro, porém nunca fui de dividir os problemas com ela e ela amava meu namorado) e aí um dia a ex dele teve um aborto espontâneo e aí ela parou de nós infernizar (esqueci de falar que ela sempre falava que ele só está a comigo para fazer ciúmes nela e tudo mais kkkk sendo que ele odiava ela) e aí a gente começou a ter paz, porém ele começou a ficar mais distante (ele falava que eu era a que tava distante, sendo que eu sempre fazia textinho e ele sempre falava as mesmas coisa que ''ele estava surpreso e não sabia o que dizer'' e demais desculpas esfarrapadas e até gastei 150 reais em uma aliança nova, pois eu tinha perdido a outra numa viagem e cara sempre fazia surpresas eu dava 100% de mim e ele nem 50% dele e isso me deixava muito triste e insegura comigo mesma) e um dia ele foi trabalhar em uma festa e aí ele me traiu com uma outra amiga nossa e ele falou que não foi culpa dele e que a menina que tinha beijado ele e tudo mais (e eu a trouxa perdoei)(esse rolo todo foi em 2018) e aí o ano passou e faltando 2 semanas para acabar fevereiro de 2019 ele me pediu um tempo e nesse período aquela minha "amiga" começou a postar fotos com ele com legendas fofas e tudo mais e era todos os dias praticamente e aí eu me afastei dela e aí nesse período saiu o resultado do meu vestibular e eu consegui passar aonde eu queria e aí eu e meu namorado marcou de conversar e resolver o nosso namoro (pq eu tava quase indo para outra cidade por causa da faculdade) e a gente foi no dia que a gente completava 1 ano de namoro e aí ele chegou deu feliz 1 ano e aí começou a falar que me amava,mas que ele tinha medo de eu ir para outra cidade e trair ele ou conhecer alguém melhor que ele e tudo mais (sendo que qualquer babaca seria muito melhor que ele e serio eu trair ele? esses medo era pq ele era o infiel da relação)e aí ele falou que se eu queria terminar com ele e aí eu falei que seria melhor a gente terminar, pq se pra ele nosso relacionamento a distancia não ia funcionar, então para que continuar e aí ele veio me abraçou e começou a chorar, porém percebi que aquele choro não era muito verdadeiro e aí eu chorei vindo para casa, mas era um choro dele alívio e um pouco triste por ter que contar para minha mãe que a gente tinha terminado, pois como a gente terminou eu estava tranquila que eu não iria sofrer mais e assim iria para outra cidade e não precisarei conviver com aquelas pessoas e aí alguns meses após o término meu ex veio conversar e pedir desculpas por tudo que ele tinha feito e pedir uma segunda chance, pois ele tinha se arrependido de tudo (pq ele tinha namorado e essa menina tratou ele tão mal, quanto ele me tratou e aí ele se deu conta das merdas que ele fez com quem realmente amava ele e que sempre cuidou e quis seu bem), porém após esse término eu comecei a ter mais alto estima e perceber que eu merecia alguém muito melhor e que ele e aí eu naturalmente dei um fora (ele começou a falar coisas do tipo ''você fazia cursinho fora e você acha que eu não iria desconfiar de algo'', insinuando que eu tinha traído ele e eu me estressei e comecei falar e por pra fora tudo e ai ele viu o quão errado ele estava) e uns dias depois um amigo meu veio me contar que esse ex meu tinha ficado com essa "amiga" minha um pouco depois que a gente terminou e eu fui e perguntei para ele e ele me confirmou e aí eu cortei minha amizade com aquela "amiga" e aí ele queria continuar a amizade comigo e eu aceitei, porém sempre fui fria e aí ele veio reclamar que eu não era a mesma e que eu estava fria com ele e aí eu falei que depois de tudo ele queria ainda que eu fosse igual com ele e fingisse que tava tudo ok e aí ele parou de falar comigo, por atualmente eu já os perdoei e queira que ele sejam feliz, contei para minha mãe os reais motivos de eu ter terminado com ele uma semana depois de ter me mudado para outra cidade, pq eu não tinha coragem de contar cara a cara e aí lubinha atualmente eu encontrei alguém que realmente me ama e me valoriza do jeito que sou e sempre me anima e sempre está disposto a tudo por mim, tanto que foi ele que me apoio a vir contar para você essa historia (eu e ele te assiste e então sempre que a gente joga a gente usa algumas frases suas), bom lubinha tenho algumas prints das conversas e queria muito poder deixar aqui para você ver, mas não sei como faz para colocar kkkk, a já ia esquecendo de contar que essa ex namorada dele sempre tentava fazer meu amigos se virarem contra mim, porem não conseguiu e então é isso lubinha essa é minha historia de quando fui traída em um relacionamento e em amizades . bjs lubinha e obrigada por todas as noites de diversão que você me proporciona (principalmente com o quadro nice mendigos e sempre coloco eles quando estou com crise de ansiedade ou insonia, pois me ajuda a acalmar e dormir) e caso queira julgar quem foi o babaca da historia pode ficar a vontade (apesar de eu achar que todos foram kkkkk). é isso lubinha,bjs e desejo todo o sucesso do mundo para você, seus editores e turminha. então é isso bjs lubinha, amo você.
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2020.07.31 16:23 pullup__ Como faço pra não ir no noivado de um amigo da família só para não dar de cara com "ex"?

Então, esse rapaz vai pedir a namorada dele em noivado em Setembro mas desde o mês passado que ele está organizando a festa, já tem até grupo no whats. Eu nao quero ir por vários motivos. Zero interesse em ir para comemorações fora que um rapaz com quem eu ficava vai estar lá ( e o nosso afastamento foi violento) pois é o melhor amigo dele. Desde que soube dessa festa, tenho formulado desculpas para não ir, e tem que ser boa pois já deixei de frequestar 90% das comemorações deles. Outro ponto também é que mesmo não tendo dado certo(eu e o cara lá) a família e amigos insistem nessa merda, sendo que atualmente a única coisa que sinto por ele é repulsa Será que tomo chá de sumiço no dia anterior? Simulo um desmaio? Não sei o que fazer e ir não é uma opção
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2020.07.31 02:43 EvysPretzel Desculpa se na quadra da escola não dá pra escutar a porr* do sinal!

Oi oi pessoas que estão a ler essa história! Tudo bem? Você tá bem? Espero que sim! Então, hoje vim contar mais uma história ocorrida comigo na escola, então sem mais delongas, vamos logo! (Mas antes coloca musiquinha de suspense, não sei se a história poderia chegar ao ponto de pedir isso, mas ok!)
Era um dia comum, eu, a minha amiga e mais dois amigos dela estávamos no recreio e, como de costume, a gente foi para o espaço "aberto" da escola onde ficava a quadra de educação física, até aí tudo bem, nós 4 conversamos e tals, até a gente decidir brincar de tacar semente (estas, vindas de uma árvore que ficava ali perto) um no outro, a gente chamava de "guerra de semente", o tempo passou e quando notamos, TODO MUNDO já tinha ido pra dentro e o sinal já tinha tocado, a gente, que bem ouviu nada do sinal, saiu correndo para tentar entrar antes que eles fechassem o portão, como se fossemos aquelas pessoas que se atrasam para prova do Enem. Para o nosso azar, ele se fechou antes da gente poder entrar, eu entrei em desespero, principalmente porque eu sabia que quem ficava pra fora iria para a direção, e eu nunca tinha ido pra direção, eu não sabia o que fazer, não sabia o que pensar, nem sabia o que a minha mãe iria achar disso, então, quando a coordenadora (é pois é, nem foi a diretora, essa coordenadora se achava a diretora só porque a diretora nunca estava na escola para resolver essas coisas), ela já chegou com aquela cara tosca de julgamento dela já reclamando que ia ter que perder o tempo dela pra fazer uma advertência pra gente, eu fiquei tipo "mas esse não é o seu trabalho?". Aí fomos para a direção e ela perguntou os nossos nomes e salas, a gente respondeu, então ela falou: he, sétimo ano dando trabalho de novo... E eu, para me defender e defender quem estava comigo (a minha amiga e os amigos dela) eu falei: mas a gente não ouviu o sinal Ela simplesmente respondeu: Não importa, vocês tinham que estar aqui dentro mesmo não ouvindo o sinal. Aí depois disso, para não confrontar ela eu me calei, fui pra sala, dei o papelzinho de advertência para a professora e me sentei no meu lugar, aí, 5 minutos depois, a coordenadora veio na minha sala e falou:
Olha aqui, eu não vou tolerar adolescentes que não sabem seguir as regras! Sabe, parece que tem uns demôniozinhos entrando na cabeça de vocês pra fazer vocês não entrarem no horário certo, e não me venha com a história de que não ouviu o sinal, porque a não ser que você seja surdo, tem sim como ouvir o sinal!
Aí ela falou mais umas coisas e foi embora.
É isso, fim da história, tchau!
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2020.07.27 04:02 Enigma_Machine1 Odeio gatos

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que, por mais que eu odeie/não me sinta confortável perto de gatos, eu jamais prejudicaria eles fisicamente, mesmo tendo muito vontade (erroneamente, claro - talvez vocês "entendam com o meu relato). Não é disso que o desabafo se trata.
Esse é um relato meio longo.
Eu nunca convivi com gatos. Sempre cresci com cachorros em casa, tive um que me acompanhou desde a época da escola até terminar a faculdade. Amei muito ele, hoje tenho outro, um resgatado, que amo muito. Sempre amei cães, passei mais anos da minha vida com cães do que sem.
Por ter rinite alérgia, eu nunca cogitei ter um gato. E, antes de conviver com eles, eu não sabia dessa minha apatia gigante por eles. Esteticamente, até acho alguns fofos etc, mas também nada demais, longe dessa "loucura" que algumas pessoas sentem por eles.
Passei a ter um convívio maior com gatos através de uma das minhas primeiras namoradas. Ela tinha 3 gatos. Eu era bem novo, ela morava em uma kitnet, então 3 gatos já era bastante coisa. No geral eles até que eram comportados, mas lembro que acabaram estragando algumas coisas minhas (mochilas principalmente) e isso me irritava muito. Sem contar a rinite, que me deixava ainda mais irritado, mas na época eu pensava que era por estar um cômodo de uns 25m2 no máximo, sem ventilação adequada.
Eu namorei pouco menos de 3 anos com ela e foi durante esse período que a minha irritação com gatos aumentou. Uma das gatas SEMPRE dava o jeito de fugir do apartamento dela pro corredor e pro jardim que tinha no prédio. Minha ex me ligava e eu tinha que ir correndo ajudar ela a pegar a gata que, eu não entendo, morria de medo quando saía da casa (pra quê sair então, né, porra?), então era foda pegar ela, se enfiava em cada canto filha da puta de alcançar.
Os outros gatos eram um pouco mais de boa, mas a quantidade de pelos que deixavam pelo apartamento dela era um absurdo. Nem passando aspirador 2x por dia parecia que fazia alguma diferença. Minha ex não ligava, mas me incomodava ver eles estragando todos os móveis que ela tinha. Era o box da cama todo arrebentado (mesmo eles tendo arranhador), não podia ter uma única peça de decoração sobre uma mesa ou estante pois sempre derrubavam e quebravam, tinha que deixar a tampa da privada sempre abaixada pois eles davam um jeito de subir nela e não conseguir sair (burros). Até na cozinha, eu queria preparar algo pra comer e tinha pelo em tudo, mesmo se a gente limpasse.
Eu não diria que minha ex dava liberdade total para os gatos, na verdade ela sempre foi pé no chão com isso, várias vezes se irritava com a encheção de saco deles também (pra dormir principalmente - como era uma kitnet, não dava pra deixar em um cômodo separado, então era 3 da manhã e vinham encher o saco pedindo ração sendo que a porra do pote tava 90% cheio).
Enfim, terminei com ela mas o ranço pelos gatos ficou. Depois disso só tive namoradas que tinha cachorros ou então nenhum pet. Avancemos alguns anos para os dias de hoje.
Estou namorando há quase dois anos, já tenho planos de morar junto com a minha namorada, nos amamos muito e nos damos super bem. Além da parte romântica, temos um companheirismo e uma amizade muito boa, sempre apoiamos um o outro. Claro que já tivemos brigas, eu tenho os meus problemas e ela os dela, mas nada que não conseguimos superar na base da conversa. O único problema é que ela tem 6 gatos.
Recentemente, passei uns 20 dias quarentenado no apartamento dela. Está longe de ser uma kitnet, mas pra 6 gatos eu considero um lugar pequeno.
Eu tive, é claro, todos os problemas com minha rinite, mesmo tomando remédios de 8 em 8 horas pra aliviar. Se os três gatos dessa minha ex davam trabalho, o dobro deles é muito, muito pior pra mim.
Gente, nesses 20 dias eu vi cada coisa que me irritou pra além do limite. Obviamente que não demonstrei isso, mesmo ela tendo plena noção que pra mim bicho é bicho, humano é humano (eu não mimo meus bichos, trato meu cachorro super bem, mas longe de mimar com coisas que acho frescura, tipo dar banho dia sim dia não, fazer comer só T bone australiano ao molho de ervas finas, essas merdas - ele come ração, petiscos e de vez em quando frutas, só). Eu estava na casa dela, regras dela. Só que por amar tanto gatos, e mimar eles, na minha opinião, ela dá carta branca pra eles fazerem o que quiserem, sem consequência nenhuma (nunca dá bronca, não impõe limites).
Somente durante esse período: um dos gatos resolveu afiar as unhas no meu tênis novo (só não estragou pois percebi logo nos primeiros dias e depois escondi - mas encheram eles de pelos em algumas horas, eu não sei como); um outro escolheu a mochila velha da minha namorada pra vomitar bem em cima, cheia de coisa dentro. E não foi pouco. Outro gato afiou as unhas na mochila novinha dela e já arranhou uma parte dela. Tinha literalmente acabado de chegar, ela só colocou no sofá por um instante pra arrumar outras coisas e foram lá estragar.Um outro gato você não pode nem se mexer que ele se assusta, sai correndo e derruba tudo o que vê pela frente.
Eu levei meu notebook pra poder trabalhar. Deixava ele guardado quando não usava, claro, mas enquanto trabalhava, faziam questão de ficar se esfregando nele, enchendo de pelo, queriam subir na porra do teclado toda hora, tiraram ele da tomada umas 3x enquanto carregava e um dia desligaram ele no meio de um trabalho (eu estava distraído e deixei o note uns minutos de lado).
De noite era outro pesadelo. Obviamente eu não deixava nem conseguiria dormir com a porta da suíte aberta, com os gatos circulando, pois a minha rinite simplesmente me mataria. Mas é só fechar a porra da porta que começam a raspar aquela merda. Era a madrugada inteira assim, sem contar aquele miado irritante pra caralho, incessante. Puta que pariu, eu juro que me dava vontade de abrir a porta e dar um chutaço no gato no calor do momento. Claro que não fiz isso, mas a vontade realmente existiu. Pior que nem assim acho que adiantaria. E sim, já tentamos de tudo. Aqueles produtos que supostamente repelem os gatos com cheiros ruins, arranhador, tudo - só não tentei adestrar pois não moro lá e, tirando a exceção da pandemia, eu só fico no apto dela aos finais de semana, ou então ela fica no meu, enão meu convívio com os gatos nunca passou de umas 48h, o que era suportável e não exigiria adestramento. Sem contar que acho que nunca vi na vida um gato que obedece o dono.
De manhã era sempre a mesma merda. Algum gato sempre deixava um vômito de presente em algum lugar da casa. No sofá, na cozinha, em cima da mesa. Parece que escolhem sempre o pior lugar possível pra isso.
Nem preciso falar como são os móveis da casa, não? Zero decoração pois derrubam tudo. Sofás arrebentados. Toda hora pegavam coisa do varal e derrubavam. Mesma coisa com toalhas nos boxes dos banheiros. Eu tinha que me preocupar com meu note toda hora, as vezes queria só pegar algo na cozinha e tinha que esconder ele só pra não pegarem.
"Pote de comida está semi-cheio, tendo ração pra caralho? Vou derrubar ele e espalhar ração pela casa pq quero ver ele cheio sempre. A caixinha de areia tem UM cocô? Vou ficar miando o dia inteiro até alguém limpar isso, pra depois eu sair andando e não fazer as minhas necessidades. Quer ir tomar banho? Vou entrar no banheiro com você, mas no mesmo segundo que você ligar o chuveiro, vou ficar enchendo o saco pra sair. Quer dormir? Vou ficar miando na porra da porta. Quer almoçar? Vou subir na mesa e ficar te batendo com a pata pra me dar comida, pra quando você oferecer, recusar, sair da mesa, voltar em 2min e pedir comida de novo. Abriu o armário pra pegar algo? Vou entrar aqui sem você ver, deixar que feche a porta, depois vou ficar miando e, quando perceber que ninguém vai me ajudar, vou começar a ficar com medo e tirar todas as roupas do cabide. Me pegou no colo pq tô faznendo merda? Vou te arranhar e morder pra caralho (unhas cortadas, pelo menos isso). Tá concentrado vendo TV/jogando/mexendo no pc? Foda-se, vou ficar na frente da tela e se me tirar eu entro na frente de novo. Tá de boas na cama/sofá? Vou pular em cima de você do nada ou te usar como apoio pra pular em alguma outra coisa, foda-se se te assustar."
E acho que o que mais irrita é que, nem mesmo com a minha namorada, eles parecem ligar. O máximo de afeto que eles dão é sentar no seu colo, e mesmo assim tenho as minhas dúvidas se isso é uma demonstração de afeto mesmo.
Eu não sei se é o número de gatos que me deixa puto, ou se eu suportaria se fosse apenas um. Mas na real, eu não consigo gostar desses bichos. Pra mim são seres filhas da puta, egoístas, burros (não aprendem/não querem aprender nada no sentido de adestramento), nem um pouco carinhosos, estragam absolutamente tudo o que você coloca pela frente, ou seja, você vive em função deles e não tem nada em troca, pelo contrário, só despesas. Na minha opinião, viver com gatos é viver em uma prisão onde você precisa satisfazer a necessidade deles 24h por dia.
A minha única tática que funcionou durante esses dias foi a seguinte: spray d'água e espírito de porco. Se eu via algum deles fazendo merda, já corria com o spray e borrifava na cara deles. Isso me dava uns minutos de sossego, pois eles se assustavam e ficavam num canto sem encher o saco. Tem dois gatos que eram os mais folgados (80% do que comentei foi obra só deles). O que eu fiz? Enchi mais o saco deles do que eles o meu. Pegava eles no colo a cada 2 min - coisa que eles odeiam - e ficava um tempo com eles assim, até começarem a miar que estavam irritados. Eu soltava, esperava eles se aconchegarem e pegava eles de novo. No final desses 20 dias, era suficiente eles me verem pra saírem do meu caminho. Se faziam merda, eu simplesmente aparecia na frente deles e eles saiam correndo. Fiquei satisfeito pois sei que consegui controlar um pouco eles sem violência nenhuma (o que é algo deplorável e eu jamais faria, mesmo o meu ódio por eles "pedindo" isso - eu não teria coragem).
Eu só penso que, a bem da verdade, nem isso seria o suficiente pra mim a longo prazo. Eu tive que entrar em um estado de alerta 24h por dia pra borrifar o spray/encher o saco deles e eu não conseguiria viver assim por muito tempo. Meu asco por gatos é tão grande que é só ouvir algum miado que já fico irritado.
Eu imagino que a maioria aqui vai falar que não é bem assim, que nem todo gato é assim. Pode até ser, mas todos os que conheci são esses infernos na terra. Todo amigo meu que tem gato tem alguma história do tipo. De quebrar coisas caras, de machucar pessoas, sem contar que gatos são extremamente nocivos ao meio ambiente, o que eles matam de pássaros e outros animais não é brincadeira.
Sei que cães também podem fazer coisas assim, mas cara, nem mesmo o cachorro mais "destruidor" que tive chegou nesse nível. O máximo que ele fazia era mijar em lugar errado e latir quando eu ia comer.
Enfim, fica aqui o meu desabafo. Deve estar meio desconexo pois escrevi no calor do momento, conforme ia lembrando das merdas que eles fizeram. Me sinto meio peixe fora d'água postando em um site que idolatra gatos, o reddit, mas está aí.
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2020.07.25 20:54 No_Amount2083 Desgraça Atrás de desgraça

Olá Lubinha, editores, possíveis convidados e turma que está a ver, sou do Paraná caso você queira fazer sotaque😊, Em um belo dia eu estava bem plena na escola fazendo meus deveres como a bela aluna que sou(rsrsrs), até que eu senti uma cólica logo pensei que iria ter uma famosa diarréia( ANTES FOSSE ISSO MESMO), porém logo em seguida senti minha larissinha molhar, então logo lembrei que era o dia do mar vermelho chegar, começei a me desesperar afinal de contas, como eu sou burra tinha esquecido o dia dele chegar, não tinha absorvente e ainda por cima estava com uma bela calça branca só pra completar a desgraça, pra minha sorte a próxima aula era de educação física, então assim que acabou a aula, eu enrolei na sala até todos saírem, e fui até a diretoria pedir um absorvente, achei que estaria tudo resolvido, porém felicidade de pobre dura pouco, assim que eu saí da diretoria senti minha calça molhar mais, logo pensei essa bosta manchou, saí correndo em direção ao banheiro mais rápido do que o Usain Bolt, e quando chego no pátio que dá acesso ao banheiro, meu coração saiu pela boca, já que a minha sala inteira estava lá, e pra mim chegar no banheiro eu teria que passar por eles, e consequentemente eles iriam ver a minha bela desgraça, eu já não tinha escolha e fui assim mesmo, escutei todos rirem de mim no mesmo segundo, eu queria me enterrar no chão na mesma hora, fui no banheiro ver a minha desgraça, e a minha bela calça estava toda manchada de sangue, simplesmente saí do banheiro já que não teria como eu me "limpar" alí, tive que voltar na diretoria e explicar que eu teria que ir embora, e ela deixou porém eu teria que ir de moto táxi, porque na minha escola tem essa política de só poder ir embora de moto táxi, quando é pra sair fora do horário, a moto chegou e eu fui para minha casinha, porém qual foi a minha supresa, quando a avenida que dá acesso a minha rua estava reformando, ou seja só poderia passar a pé ali, então eu tive descer da moto( na qual inclusive ficou uma bela mancha) e atravessar a avenida com a calça manchada e os carinha que estava arrumando a rua rindo da minha cara, cheguei em casa e fui direto pro banheiro, me limpar e xingar aquele dia. Então foi essa minha triste história espero que pelo menos sirva pra alguém rir rsrsrs (Detalhe meu apelido na escola até hoje é calça branca ou Mar vermelho kkkkkkk, cada k é uma lágrima) beijoss<3
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